Rio de Janeiro, 09 de Outubro de 2026

Estudantes pedem renúncia de ministro do interior chileno

Sexta, 05 de Agosto de 2011 às 14:51, por: CdB

SANTIAGO DO CHILE, 5 AGO (ANSA) - Estudantes chilenos pediram hoje a renúncia do ministro do Interior do país, Rodrigo Hinzpeter, por considerar as repressões contra as manifestações estudantis "desproporcionais".
   
Segundo a presidente da Confederação dos Estudantes da Universidade do Chile (Confech), Camila Vallejo, Hinzpeter "tem que assumir as consequências disto, porque se [ele] quis estabelecer a ordem pública e a segurança cidadã, fez tudo ao contrário".
   
Ela ainda classificou como "inaceitável" a repressão aplicada pela polícia durante as manifestações convocadas ontem por estudantes e professores que reivindicavam melhorias no setor educacional do país.
   
"Nos parecem inaceitáveis muitas das práticas que foram cometidas, de repressão, de transgressão a muitos direitos constitucionais, sobretudo ao de reunião, que todos os cidadãos têm garantido e que neste momento foram violados", acrescentou a presidente.
   
Forças Policiais chilenas reprimiram estudantes na última quinta-feira com o uso de bombas de gás lacrimogêneo e jatos de água, impedindo que um protesto fosse iniciado.
   
Segundo a imprensa local, a polícia chilena estava adotando várias medidas para evitar a concentração e a manifestação de qualquer grupo de estudantes em Santiago.
   
O ministro do Interior havia afirmado nesta quarta-feira que qualquer protesto seria considerado "fora da lei".
   
"As marchas se encontram fora da margem da lei porque não foram autorizadas. Parece-me inconveniente que os movimentos estudantis e o Colégio de Professores se sintam no direito de realizar mobilizações. No Chile, ninguém está sobre a lei", disse.
   
A Confech confirmou uma greve nacional do setor educacional que será realizada na próxima terça-feira. Há cerca de dois meses, uma ampla mobilização estudantil, que chegou a reunir cerca de 400 mil pessoas nas ruas do Chile no final de junho, pede melhorias na educação. (ANSA)


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