SANTIAGO DO CHILE, 5 AGO (ANSA) - Estudantes chilenos pediram hoje a renúncia do ministro do Interior do país, Rodrigo Hinzpeter, por considerar as repressões contra as manifestações estudantis "desproporcionais".
Segundo a presidente da Confederação dos Estudantes da Universidade do Chile (Confech), Camila Vallejo, Hinzpeter "tem que assumir as consequências disto, porque se [ele] quis estabelecer a ordem pública e a segurança cidadã, fez tudo ao contrário".
Ela ainda classificou como "inaceitável" a repressão aplicada pela polícia durante as manifestações convocadas ontem por estudantes e professores que reivindicavam melhorias no setor educacional do país.
"Nos parecem inaceitáveis muitas das práticas que foram cometidas, de repressão, de transgressão a muitos direitos constitucionais, sobretudo ao de reunião, que todos os cidadãos têm garantido e que neste momento foram violados", acrescentou a presidente.
Forças Policiais chilenas reprimiram estudantes na última quinta-feira com o uso de bombas de gás lacrimogêneo e jatos de água, impedindo que um protesto fosse iniciado.
Segundo a imprensa local, a polícia chilena estava adotando várias medidas para evitar a concentração e a manifestação de qualquer grupo de estudantes em Santiago.
O ministro do Interior havia afirmado nesta quarta-feira que qualquer protesto seria considerado "fora da lei".
"As marchas se encontram fora da margem da lei porque não foram autorizadas. Parece-me inconveniente que os movimentos estudantis e o Colégio de Professores se sintam no direito de realizar mobilizações. No Chile, ninguém está sobre a lei", disse.
A Confech confirmou uma greve nacional do setor educacional que será realizada na próxima terça-feira. Há cerca de dois meses, uma ampla mobilização estudantil, que chegou a reunir cerca de 400 mil pessoas nas ruas do Chile no final de junho, pede melhorias na educação. (ANSA)
Estudantes pedem renúncia de ministro do interior chileno
Sexta, 05 de Agosto de 2011 às 14:51, por: CdB