Cerca de 190 estudantes de 30 áreas de assentamento ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) montaram nesta segunda-feira uma escola, no pátio externo da superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Durante todo o dia os estudantes vão participar, na sala improvisada, de palestras sobre educação e saúde no campo com professores, especialistas e deputados estaduais.
De acordo com a coordenadora do setor de educação do MST, Rubneusa Souza, essa foi a forma que os jovens encontraram para protestar contra o atraso na liberação dos recursos dos convênios do Programa Nacional de Educação e Reforma Agrária (Pronera).
Segundo ela, a verba destinada ao pagamento de professores, material didático, alimentação estadia para estudantes dos cursos de enfermagem, pedagogia e magistério, está retida na procuradoria do Incra.
Rubneusa disse que os participantes dos cursos técnicos iniciados no ano passado concluíram o primeiro dos sete módulos do programa, mas ficaram impedidos de prosseguir os estudos, por causa do atraso nos repasses para a Universidade de Pernambuco, parceira do projeto.
- O montante que deveria ter sido liberado é de R$ 500 mil, sendo R$ 120 mil para o curso de magistério, R$ 150 mil destinado ao de pedagogia e R$ 230 mil para custear o de técnico de enfermagem - observou.
A Assessoria de Imprensa do Incra informou que a superintendente do instituto, Maria de Oliveira, está fazendo um levantamento dos processos pendentes, com técnicos do Departamento Jurídico e que à tarde vai anunciar os procedimentos a serem adotados para agilizar a liberação das verbas.