SANTIAGO DO CHILE, 4 AGO (ANSA) - Estudantes e funcionários do setor educacional do Chile ergueram barricadas em 12 pontos da capital do país, Santiago, para protestar contra o sistema de ensino.
As barricadas incendiárias foram erguidas horas antes da categoria iniciar duas marchas convocadas por estudantes, apesar do governo ter declarado ontem que os protestos "não estão autorizados" e que seriam usadas todas as medidas para evitá-los.
A polícia teve que utilizar carros e gás lacrimogêneo para conter os manifestantes, que bloquearam o trânsito e destruíram semáforos.
O ministro do Interior, Rodrigo Hinzpeter, havia afirmou nesta quarta-feira que qualquer protesto seria considerado "fora da lei".
"As marchas se encontram fora da margem da lei, porque não foram autorizadas. Parece-me inconveniente que os movimentos estudantis e o Colégio de Professores se sintam no direito de realizar mobilizações. No Chile, ninguém está sobre a lei", disse Hinzpeter.
De acordo com a Confederação de Estudantes Universitários do Chile (Confech), estão previstas duas marchas para hoje, além de uma paralisação nacional no próximo dia 9 de agosto.
Há dois meses, as escolas e universidades públicas estão ocupadas e uma ampla mobilização, que chegou a reunir cerca de 400 mil pessoas nas ruas do Chile no final de junho, pede melhoras na educação.
Uma proposta de reforma educacional que incluiu um pacote de 21 medidas foi entregue pelo governo às associações estudantis na segunda-feira, sendo que muitas organizações estudantis rechaçaram o projeto por considerá-lo insatisfatório. A resposta definitiva será dada amanhã. (ANSA)
ESTUDANTES ERGUEM BARRICADAS INCENDIÁRIAS EM SANTIAGO
Quinta, 04 de Agosto de 2011 às 09:50, por: CdB