Por volta de 6.000 estudantes universitários argelinos, acompanhados de seus professores, participarão de uma iniciativa cujo objetivo é fazer contato com os terroristas islâmicos que têm seus refúgios na zona montanhosa da Cabília e convencê-los a baixar as armas.
A iniciativa procede de várias universidades e os estudantes se propõem a entrar em contato com os grupos terroristas islâmicos ainda ativos no país.
Na Cabília se refugiaram os últimos comandos do Grupo Salafista para a Predicação e o Combate (GSPC) que, embora dizimado e dividido por suas disputas internas, seguem cometendo atentados e assassinatos.
Estima-se que esses comandos, compostos por entre 300 e 400 pessoas, se negam a aceitar a chamada "Lei do perdão" que o governo adotou em 13 de julho de 1999 para terminar com o terrorismo pela via da clemência.
A operação se baseia na política de reconciliação nacional que preconiza o presidente Abdelaziz Burteflika, autor de um projeto de anistia geral cujos detalhes ainda não foram conhecidos publicamente.
A comissão criada para preparar o projeto de anistia disse hoje apoiar a iniciativa universitária, mas advertiu que antes de "jogar-se ao monte" para encontrar os terroristas, os estudantes terão que obter a autorização das autoridades militares.
Estudantes e professores argelinos querem fazer contato com terroristas
Terça, 15 de Março de 2005 às 03:52, por: CdB