Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Estudantes e governo mantêm posições antes de diálogo em Hong Kong

Estudantes e o governo de Hong Kong se mantiveram firmes em suas posições nesta segunda-feira antes das negociações para encerrar mais de três semanas de protestos pró-democracia que têm bloqueado o trânsito da cidade, governada pela China, mas as expectativas de um avanço nas conversas é pequena.

Segunda, 20 de Outubro de 2014 às 08:51, por: CdB
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O governo cancelou conversas marcadas no começo deste mês após os estudantes terem defendido a expansão dos protestos
Estudantes e o governo de Hong Kong se mantiveram firmes em suas posições nesta segunda-feira antes das negociações para encerrar mais de três semanas de protestos pró-democracia que têm bloqueado o trânsito da cidade, governada pela China, mas as expectativas de um avanço nas conversas é pequena. Protestos liderados por estudantes pedem eleições livres na ex-colônia britânica, mas a China insiste em avaliar e selecionar os candidatos primeiro. O atual líder da cidade, Leung Chun-ying, apoiado por Pequim, tem dito que o governo local não estava disposto a contestar as restrições da China. As conversações entre representantes dos estudantes e altos oficiais do governo da cidade, marcada para esta terça-feira à noite, podem render pequenas medidas para construir confiança entre os lados, e um acordo para continuar o diálogo, mas analistas preveem que não devem resultar em um grande avanço nem encerrar as demonstrações. - Eu não espero muito da reunião de amanhã, mas ainda tenho alguma esperança nas conversas - disse o manifestante Woody Wond, de 21 anos, que acampou durante a noite em Nathan Road, a principal via do densamente povoado distrito de Mong Kok. - Continuarei fazendo isso até que o governo nos ouça. Dezenas de pessoas ficaram feridas em duas noites de confrontos no fim de semana em Mong Kok, incluindo 22 policiais e membros da imprensa. Quatro pessoas foram presas por agressão, disse a polícia. A área estava calma nesta segunda-feira, embora diversos manifestantes tenham permanecido nas ruas. As conversas desta terça-feira, que serão transmitidas ao vivo, oferecem uma rada oportunidade para tentar aliviar os piores riscos políticos em Hong Kong desde que a Grã-Bretanha entregou o controle da cidade à China em 1997. O governo cancelou conversas marcadas no começo deste mês após os estudantes terem defendido a expansão dos protestos. - Até agora, não vimos esperança de que eles alcançarão algum acordo nas próximas semanas, porque ambos os lados têm expectativas diferentes de diálogo - disse James Sung, um analista político da Universidade de Hong Kong. O poder de negociação do governo de Hong Kong está bastante limitado pelo Partido Comunista chinês, o qual, no fim de agosto, anunciou os parâmetros para a eleição de 2017 do próximo líder da cidade, o que motivou os protestos.
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