Rio de Janeiro, 08 de Novembro de 2026

Estudantes chilenos realizam amanhã nova marcha pela melhoria da educação

Quarta, 21 de Setembro de 2011 às 12:06, por: CdB

Amanhã (22), a Confederação deEstudantes do Chile (Confech), apoiados por professores, trabalhadores,feministas da Rede Chilena contra a violência doméstica e sexual, entre outros,se prepara para a realização de mais uma Marcha Estudantil pela melhoria dosistema educativo e contra os custos da educação.

Os estudantes estão dispostos aodiálogo, no entanto, o governo tem se recusado a aceitar as condições -sintetizadas em quatro propostas - apresentadas semana passada pelarepresentação estudantil.

Em carta ao Ministério da Educação (Mineduc), aConfederação de Estudantes do Chile (Confech) manifestou a exigência degarantias quanto os seguintes pontos: adiar o prazo limitepara o encerramento do primeiro semestre; suspender os projetos de leirelativos à educação que estão no Congresso Nacional; transmitir as mesas dediálogo pela televisão; e que o Estado não conceda mais recursos àsuniversidades que visam o lucro. Apenas as duasúltimas propostas foram aceitas.

Para além de recusar metade daspropostas, o ministro da educação, Felipe Bulnes, taxou os estudantes de intransigentese afirmou que por esta postura está sendo difícil começar um diálogo e chegar aum acordo. Já os estudantes lamentaram o fato de "o governo ter se negado aentregar condições, na verdade mínimas, de sentido comum, porque eles estãodispostos ao diálogo”.

Diante da situação, Jaime Gajardo,diretor do Colégio de Professores, manifestou descontentamento com a respostado governo e afirmou que os professores estarão junto aos estudantes nasparalisações de amanhã e do próximo dia 29.

Também a Confederação deTrabalhadores do Cobre (CTC) chamou os trabalhadores da Corporação Nacional doCobre do Chile (Codelco) a se unirem em solidariedade ao movimento estudantil.Além de confirmar adesão à manifestação de amanhã, o presidente da CTC, CristiánCuevas, pediu que o governo abandone a intransigência e enxergue que mudançasverdadeiras na educação não poderão acontecer dentro deste mesmo modelo.

Além de contar com o apoio de váriasinstituições em todo país, a marcha conta ainda com o apoio da Campanha Globalpela Educação (CME), Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação (CLADE)e do Fórum Nacional de Educação de Qualidade para Todos que estão lançando ummovimento mundial de apoio aos estudantes chilenos via redes sociais.

As adesões à manifestação de apoiopodem ser feitas por meio do envio de fotos através do link:http://www.flickr.com/photos/campaignforeducation e de uma mensagem aopresidente do Chile, Sebastián Piñera. Os apoios também podem ser feitos viaFacebook ou Twitter (@redclade ou @globalcampaign). As instruções estão napágina CME: http://www.campaignforeducation.org/chile (em Inglês) ouhttp://www.campaignforeducation.org/es/chile (em espanhol).

Há mais de quatro meses osestudantes chilenos estão em protestos pela melhoria do sistema educativo esuas principais exigências são: educação pública e de qualidade financiadapelo Estado, que deve destinar 10% do Produto Interno Bruto ao setor; asuspensão da tramitação de projetos de lei do Poder Executivo que dizemrespeito aos créditos na educação superior; que o Estado não conceda maisrecursos às universidades que visam o lucro, dentre outras.

Para saber mais sobre o assunto confira entrevista com CamilaVallejo, presidente da FECH: http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=59726.

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