Três universitários acusados de dopar e violentar sexualmente uma colega de faculdade, numa festa, devem depor nesta terça-feira, em Campinas (SP). A estudante, de 24 anos, disse que perdeu a memória após tomar uma bebida oferecida na festa. Na manhã do dia seguinte, ela acordou seminua na república dos rapazes, com dores e hematomas por todo o corpo.
Os acusados estão presos há três semanas em celas separadas, e cumprem prisão temporária. Os três são alunos da PUC de Campinas - dois cursam arquitetura e um jornalismo. No computador de um deles, a Delegacia da Mulher encontrou fotografias do que pode ter sido consumo de drogas e estupro. A garota aparece no banheiro, desacordada, e um dos rapazes está com a calça abaixada. Mais cinco estudantes são investigados e podem ser acusados por omissão, pois teriam presenciado o estupro.
Os advogados de defesa dos acusados afirmam que a estudante manteve relações sexuais com vários rapazes na república por livre e espontânea vontade. O advogado da estudante, Ralph Tortima Stettinger Filho, garante que as provas que existem contra eles no inquérito se chocam com essa afirmação.
Stettinger Filho declarou que a gravação de um telefonema, no qual a jovem conseguiu descobrir o que aconteceu, também atesta que a moça não estava bem e não tinha sequer condição de chegar em casa. Os nomes dos três estudantes presos não foram divulgados.