Cientistas britânicos dizem que as estrelas-do-mar podem ajudar na descoberta de novos tratamentos para doenças como a asma, a febre do fenoea artrite.
Pesquisadores do King´s College, em Londres, estão particularmente interessados na substância viscosa que cobre o corpo da espécie Marthasteriasglacialis - também conhecida como estrela-do-mar de espinhos ou estrela-do-mar verde.
O objetivo do estudo é desenvolver uma substância que proteja o corpo humano de condições inflamatórias inspirada no muco que envolve o corpo do animal.
A equipe da empresa de biotecnologiaGlycoMar, sediada na Associação Escocesa para a Ciência Marinha em Oban, na Escócia, também diz que as substâncias químicas presentes nesse muco poderiam inspirar novos medicamentos.
Inspiração
Quando objetos são colocados no mar, tendem a ser rapidamente cobertos por uma mistura de organismos marinhos. As estrelas-do-mar conseguem manter sua superfície livre destes organismos.
CharlieBavington, um dos integrantes da equipe daGlycoMar, explicou:
– Estrelas-do-mar vivem no mar, e são banhadas por uma solução de bactérias, larvas, vírus e toda sorte de coisas que procuram algum lugar para viver.
– Mas as estrelas são melhores do que teflon: possuem uma superfície anti-aderente muito eficiente que impede que as coisas grudem.
É esta propriedade anti-aderente que chamou a atenção dos cientistas, particularmente no que diz respeito a condições inflamatórias.
A inflamação é uma resposta natural do organismo a ferimentos ou infecções, mas condições inflamatórias ocorrem quando o sistema imunológico se descontrola.
Nesses casos, as células brancas, ou leucócitos, que normalmente navegam livremente pela corrente sanguínea, se acumulam e grudam nas paredes de artérias e veias, provocando danos ao tecido.
A ideia que orienta o trabalho dos cientistas é criar um tratamento baseado no exemplo da estrela-do-mar.
As artérias seriam cobertas por uma espécie de muco que impediria que as células brancas aderissem ao tecido arterial.
Condições inflamatórias podem ser tratadas de maneira efetiva com o uso de esteróides, por exemplo. Mas essas drogas podem provocar efeitos colaterais indesejados.
Eles acreditam que as estrelas-do-mar possam oferecer uma solução melhor, e por isso estão analisando as substâncias químicas presentes no muco que cobre o corpo destes animais.
ClivePage, especialista em farmacologia do King'sCollege, disse que grande parte das pesquisas já foram feitas pela própria estrela-do-mar em anos de evolução.
– Normalmente, quando você está tentanto achar uma droga nova para alcançar um determinado alvo em seres humanos, tem de testar centenas de moléculas até achar algo que lhe dê alguma pista.
– A estrela-do-mar está nos oferecendo pistas diferentes –, explicou Page.
– Ela teve bilhões de anos de evolução para criar moléculas que fazem coisas específicas.
Após identificar compostos promissores, a equipe está trabalhando em um laboratório para desenvolver sua própria versão dessas substâncias.
– Conceitualmente, sabemos que esta é a abordagem correta. Não vai acontecer amanhã à tarde, mas estamos aprendendo o tempo todo com a natureza maneiras de encontrar novos remédios.
Farmácia Submersa
A corrida paraa exploração do potencial dos oceanos no desenvolvimento de medicamentos mal começou.Já existe um novo analgésico baseado em uma espécie de caracol marinho.
Cientistas estão começando a estudar uma gama de organismos à procura de medicamentos, de pepinos-do-mar a algas.
David Hughes, um ecólogo daAssociação Escocesa para a Ciência Marinha, disse:
– Existe uma grande diversidade de animais e plantas que vivem nos oceanos e poucos deles foram testados ou investigados.
– Sabemos que animais e plantas marinhos produzem uma imensa quantidade de compostos, às vezes muito diferentes daqueles produzidos por animais e plantas terrestres. Muitos deles podem ter propriedades úteis para a medicina.
Estrela-do-mar pode ajudar na cura de doenças inflamatórias
Cientistas britânicos dizem que as estrelas-do-mar podem ajudar na descoberta de novos tratamentos para doenças como a asma, a febre do fenoea artrite. Pesquisadores do King´s College, em Londres, estão particularmente interessados na substância viscosa que cobre o corpo da espécie Marthasteriasglacialis - também conhecida como estrela-do-mar de espinhos ou estrela-do-mar verde.
Quinta, 09 de Dezembro de 2010 às 12:48, por: CdB
Cientistas britânicos dizem que as estrelas-do-mar podem ajudar na descoberta de novos tratamentos para doenças como a asma, a febre do fenoea artrite.
Pesquisadores do King´s College, em Londres, estão particularmente interessados na substância viscosa que cobre o corpo da espécie Marthasteriasglacialis - também conhecida como estrela-do-mar de espinhos ou estrela-do-mar verde.
O objetivo do estudo é desenvolver uma substância que proteja o corpo humano de condições inflamatórias inspirada no muco que envolve o corpo do animal.
A equipe da empresa de biotecnologiaGlycoMar, sediada na Associação Escocesa para a Ciência Marinha em Oban, na Escócia, também diz que as substâncias químicas presentes nesse muco poderiam inspirar novos medicamentos.
Inspiração
Quando objetos são colocados no mar, tendem a ser rapidamente cobertos por uma mistura de organismos marinhos. As estrelas-do-mar conseguem manter sua superfície livre destes organismos.
CharlieBavington, um dos integrantes da equipe daGlycoMar, explicou:
– Estrelas-do-mar vivem no mar, e são banhadas por uma solução de bactérias, larvas, vírus e toda sorte de coisas que procuram algum lugar para viver.
– Mas as estrelas são melhores do que teflon: possuem uma superfície anti-aderente muito eficiente que impede que as coisas grudem.
É esta propriedade anti-aderente que chamou a atenção dos cientistas, particularmente no que diz respeito a condições inflamatórias.
A inflamação é uma resposta natural do organismo a ferimentos ou infecções, mas condições inflamatórias ocorrem quando o sistema imunológico se descontrola.
Nesses casos, as células brancas, ou leucócitos, que normalmente navegam livremente pela corrente sanguínea, se acumulam e grudam nas paredes de artérias e veias, provocando danos ao tecido.
A ideia que orienta o trabalho dos cientistas é criar um tratamento baseado no exemplo da estrela-do-mar.
As artérias seriam cobertas por uma espécie de muco que impediria que as células brancas aderissem ao tecido arterial.
Condições inflamatórias podem ser tratadas de maneira efetiva com o uso de esteróides, por exemplo. Mas essas drogas podem provocar efeitos colaterais indesejados.
Eles acreditam que as estrelas-do-mar possam oferecer uma solução melhor, e por isso estão analisando as substâncias químicas presentes no muco que cobre o corpo destes animais.
ClivePage, especialista em farmacologia do King'sCollege, disse que grande parte das pesquisas já foram feitas pela própria estrela-do-mar em anos de evolução.
– Normalmente, quando você está tentanto achar uma droga nova para alcançar um determinado alvo em seres humanos, tem de testar centenas de moléculas até achar algo que lhe dê alguma pista.
– A estrela-do-mar está nos oferecendo pistas diferentes –, explicou Page.
– Ela teve bilhões de anos de evolução para criar moléculas que fazem coisas específicas.
Após identificar compostos promissores, a equipe está trabalhando em um laboratório para desenvolver sua própria versão dessas substâncias.
– Conceitualmente, sabemos que esta é a abordagem correta. Não vai acontecer amanhã à tarde, mas estamos aprendendo o tempo todo com a natureza maneiras de encontrar novos remédios.
Farmácia Submersa
A corrida paraa exploração do potencial dos oceanos no desenvolvimento de medicamentos mal começou.Já existe um novo analgésico baseado em uma espécie de caracol marinho.
Cientistas estão começando a estudar uma gama de organismos à procura de medicamentos, de pepinos-do-mar a algas.
David Hughes, um ecólogo daAssociação Escocesa para a Ciência Marinha, disse:
– Existe uma grande diversidade de animais e plantas que vivem nos oceanos e poucos deles foram testados ou investigados.
– Sabemos que animais e plantas marinhos produzem uma imensa quantidade de compostos, às vezes muito diferentes daqueles produzidos por animais e plantas terrestres. Muitos deles podem ter propriedades úteis para a medicina.