Rio de Janeiro, 11 de Setembro de 2026

Estréia no Brasil o polêmico <i>A Paixão de Cristo</i>

Por Carolina Pinho - Quando Mel Gibson anunciou o seu projeto de transformar as últimas horas de Cristo em um filme falado em haramaico e latim poucos apostaram que o roteiro realmente virasse película. Um ano depois o filme chega às telas brasileiras após faturar milhões de dólares nos EUA e também colecionar polêmicas. (Leia Mais)

Sexta, 19 de Março de 2004 às 07:01, por: CdB

Quando Mel Gibson anunciou o seu projeto de transformar as últimas horas de Cristo em um filme falado em haramaico e latim poucos apostaram que o roteiro realmente virasse película.  Um ano depois o filme chega às telas brasileiras depois de faturar milhões de dólares nos EUA e também colecionar polêmicas.

A bilheteria foi impulsionada pelas acusações de antisemitismo, por parte de autoridades judaicas, e da aprovação por parte do Vaticano. O Papa viu o filme e gostou, chegou a receber o ator Jim Caviezel, que interpreta Jesus na produção. O roteiro do filme é muito fraco, mas fiel aos relatos bíblicos, o rabino Caifás insiste na cruxificação de Cristo, no filme e no livro sagrado.

Outro ponto polêmico é a extrema violência. São 127 minutos de filme, dos quais mais de 40 são dedicados a mostrar o martírio de Jesus. Esse é o diferencial do projeto de Gibson - católico conservador e praticante que desembolsou US$ 25 milhões -, a crueza dos detalhes com que mostra os açoites aplicados pelos romanos.

É essa violência crua a principal marca do filme. São as imagens da tortura e do corpo ensagüentado e não as mensagens de amor de Jesus que parmanecem com o espectador quando a projeção termina.  Algumas cenas, principalmente as de Maria, são as que lembram o que realmente havia de importante nessa história para contar e que, parece, ter sido esquecida por Gibson.

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