No mês passado, o Senado dos Estados Unidos expediu uma convocação para que ele deponha, como parte de uma investigação sobre a demissão de oito promotores federais, mas Bush ordenou a ele que não depusesse, lançando mão de poderes do Executivo.
Rove também foi alvo de investigação, em conexão com a exposição da agente da CIA, Valerie Plame, embora os promotores tenham decidido que ele não ser acusado formalmente.
Rove diz que sua decisão se deve a razões familiares.
- Eu acho que é a hora - disse ele ao jornal.
"Rove não diz, embora outros digam, que este momento também permite a ele sair em suas próprias condições", diz artigo do Wall Street Journal, assinado por Paul A. Gigot.
Figura-chave
Rove é um importante conselheiro político do presidente norte-americano, com quem trabalha há mais de uma década - desde que o político texano anunciou sua intenção de concorrer ao governo de seu Estado, em 1993.
Como principal estrategista de Bush, Rove é visto como uma figura-chave nas vitórias eleitorais dos republicanos em duas eleições presidenciais e para o Congresso.
Mas ele sempre foi uma figura polêmica e enfrentou acusações de táticas baixas contra os opositores, do Partido Democrata, desde sua adolescência.
"Obviamente é uma grande perda para nós", disse a vice-assessora de imprensa da Casa Branca Dana Perino, de acordo com o site do Wall Street Journal.