Estrangeiros podem ser alvo de sequestro na Indonésia durante a temporada de Natal e Ano Novo, alertou nesta terça-feira Syamsir Siregar, chefe da Agência Nacional de Inteligência (BIN). No mês passado, um site, supostamente montado por ordens de militantes, divulgou instruções de como atirar em estrangeiros nas ruas de Jacarta ou de como jogar granadas contra motoristas presos no trânsito congestionado da cidade. Siregar disse a repórteres que outra tática militante, possivelmente na temporada de férias, pode ser o sequestro.
- Eles pretendem fazer algo para tumultuar a situação - afirmou ele, acrescentando que estrangeiros ou autoridades da Indonésia podem estar sujeitos a sequestros.
Isso significaria uma nova forma de ataque na Indonésia, país muçulmano mais populoso do mundo que vem sofrendo uma onda de atentados. Essas ações seriam ligadas ao Jemaah Islamiah (JI), um grupo ligado à rede Al Qaeda. Autoridades dizem que o JI foi responsável pelas explosões em Bali de outubro de 2002 e pelos subsequentes ataques suicidas contra um hotel Marriott, a embaixada australiana em Jacarta e outra vez contra centros turísticos de Bali em outubro deste ano. O primeiro ataque matou principalmente turistas, mas os outros três vitimaram indonésios, em sua maioria.
As embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália emitiram nas últimas semanas advertências de que estrangeiros poderiam ser alvo durante a temporada de férias. A polícia da Indonésia, país formado por 17 mil ilhas, reforçou a segurança para evitar ataques na alta temporada, como as explosões em igrejas na véspera de Natal do ano 2000, que mataram 19 pessoas.