O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (29) que vai abrir uma sindicância para apurar o caso envolvendo uma venezuelana presa no fim da noite desta quinta-feira (29) no Hospital do Andarai - no bairro do mesmo nome da Zona Norte do Rio - acusada de exercicio ilegal da medicina.
A mulher, identificada como a venezuelana-colombiana Laura Constanza Torrente Gonzalez, de 30 anos, que também tem identidade brasileira provisória, foi detida ao levar um paciente que seria internado para a colocação de um marcapasso.
Quem desconfiou primeiro da mulher foram os funcionários do hospital, que estranharam a postura da mulher que se apresentou como médica, mas disse que não sabia o número do registro no Conselho Regional de Medicina. Depois se identificou como Laura, mas carimbou as fichas de um paciente usando o registro de uma médica de nome Roberta.
O caso acabou parando na 18ª DP, na Praça da Bandeira, onde a advogada Liliane Duarte informou que a médica é colombiana naturalizada na Venezuela, e está no Rio de Janeiro para fazer curso de pós-graduação na Santa Casa de Misericórdia.
Ainda segundo a advogada, a médica identificada como Roberta também estava na ambulância, mas teve que se ausentar porque estava passando mal.
"O que houve foi um mal entendido. Laura só foi entregar a paciente, e aí acabou a história. Ela não fez nenhum procedimento médico”, disse a advogada.
Liliane Duarte admitiu que Laura é médica, mas ainda não teria recebido autorização para exercer a profissão em território brasileiro. Laura foi atuada por exercício ilegal da profissão e falsidade ideológica. A médica Roberta, dona do carimbo e do registro profissional, foi ouvida pela polícia e dispensada.