Centenas de casas, lojas e prédios públicos, que ficavam às margens do rio Mundaú, no interior de Alagoas, foram destruídos com as chuvas que atingem a região desde sexta-feira. Em todo o Estado, 11.400 casas vieram abaixo.
Nas cidades de União dos Palmares e Branquinha, o cenário é de terra arrasada. O nível do rio subiu pelo menos cinco metros e devastou tudo o que havia nas margens. A lama cobriu as ruas e o asfalto soltou-se em placas. Árvores e postes foram arrancados do chão.
Bombeiros comparam o estrago nas cidades a um causado por um tsunami. Desde sexta-feira, várias cidades estão sem água e energia elétrica.
O número de mortes causadas pela chuva, em Alagoas, subiu para 29. Três corpos foram localizados em Branquinha, na manhã desta terça-feira. As vítimas morreram afogadas.
O Estado contabiliza estragos causados por enchentes e deslizamentos desde o fim da semana passada. No total, 177 mil pessoas foram atingidas. Pelo menos 15 municípios estão em situação de calamidade pública.
Na noite desta segunda-feira, a Defesa Civil estadual informou que 607 pessoas estavam desaparecidas. As cidades estão realizando novos levantamentos. Bombeiros de Sergipe devem participar das buscas aos desaparecidos. Eles devem usar três cães farejadores nos trabalhos.
A situação também é crítica em Pernambuco. De acordo com a Defesa Civil do Estado, 54 municípios registraram estragos causados pela chuva. Trinta estão em situação de emergência e nove decretaram calamidade pública. Doze pessoas morreram. Mais de 40 mil tiveram de deixar suas casas. Ao todo, já foram registradas 38 mortes segundo as defesas civis de Alagoas e de Pernambuco.