Rio de Janeiro, 14 de Agosto de 2026

"Estou adorando Dilma. Serra nem pensar"

Quinta, 10 de Fevereiro de 2011 às 14:35, por: CdB

A confissão e a profecia do título, quase apelo, são do cantor e compositor Caetano Veloso em sua mais recente coluna de O Globo. O outro personagem citado por ele, José Serra, numa das raras vezes em que veio a público desde a derrota para o Palácio do Planalto no ano passado, após promover a mais sórdida campanha eleitoral da história de nossas disputas presidenciais, ressurgiu esta semana (ontem) em Brasília.

Posou para fotos e imagens, encenou unidade no PSDB e não convenceu. Nem disse nada, absolutamente coisa nenhuma. Ou melhor, repetiu o que vem declarando ultimamente: não será de novo candidato a prefeito de São Paulo em 2012 - elegeu-se em 2004 e menos de 1,5 ano depois renunciou;  não responde nada sobre 2014 quando sonha ser novamente candidato a presidente da República; e não é candidato à direção nacional do PSDB.

É sim. Em favor desta última negativa sua, ele diz que não é porque nem sabe quando será a eleição. Será em meados deste ano, José Serra.  No mais, meus caros, é o José Serra de sempre. Autoritário, mandando nos repórteres, dando-se ao direito de responder apenas o que quer e não o que lhe é perguntado e a sociedade deseja saber.

Caetano disse tudo

Olha, o Caetano é quem definiu bem o sentimento de muita gente, arrisco-me a dizer quase que nacional, em sua última coluna dominical em O Globo. Elogiou a presidenta Dilma Rousseff e em relação ao candidato tucano José Serra, duas vezes derrotado para presidente da República, foi preciso: "Serra nem pensar".

"Dilma mandou guardar a Bíblia e o crucifixo, adiou a decisão sobre a compra dos caças, portou-se magnificamente bem na Argentina", analisou Caetano. E ponderou: "sei que estamos no período de lua de mel com a presidente. Mas temos muitas razões para estar confiantes. Se a inflação global não tornar tudo impraticável, Dilma pode fazer um governo muito decente".

Caetano, no artigo, proclama-se insuspeito em suas declarações favoráveis a presidenta - "não votei nela nem aprovei o tom com que Lula e sua turma tocaram a campanha." Ele conclui: "Mas que tá bom, tá. Serra, nem pensar." E nós, Caetano, não temos porque discordar. Em nenhum sentido, em relação a nenhuma palavra do que você escreveu.

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