Rio de Janeiro, 06 de Novembro de 2026

Estoque de crédito atinge níveis recordes no país

O volume de crédito total no Brasil observou um crescimento na ordem de 27,3%, no ano passado, para R$ 932,2 bilhões, segundo dados do Banco Central divulgados nesta terça-feira, no melhor desempenho em duas décadas. Com isso, a participação das operações no PIB aumentou de 30,7% ao fim de 2006 para 34,7%. (Leia Mais)

Terça, 29 de Janeiro de 2008 às 08:59, por: CdB

O volume de crédito total no Brasil observou um crescimento na ordem de 27,3%, no ano passado, para R$ 932,2 bilhões, segundo dados do Banco Central divulgados nesta terça-feira, no melhor desempenho em duas décadas. Com isso, a participação das operações no PIB aumentou de 30,7% ao fim de 2006 para 34,7%. Se considerados apenas os recursos livres, os empréstimos aumentaram 32,2% no ano, para R$ 659 bilhões.

Em dezembro, a taxa média de juros caiu para 33,8%, frente a 34,7% em novembro e 39,8% um ano atrás. O spread bancário (diferença entre a taxa de captação dos bancos e a cobrada dos clientes) ficou em 22,4 pontos percentuais em dezembro.

Os números apresentados reforçam a tese do secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustín. Segundo o executivo, apesar do impacto da crise nos Estados Unidos na emissão de títulos da dívida externa, a rolagem da Dívida Pública Federal não deve ser afetada. Apesar da turbulência internacional, disse ele a jornalistas, a dívida apresentará melhoria em relação ao ano passado. Segundo o secretário, os fundamentos econômicos sólidos permitirão ao país atravessar o período de instabilidade na economia internacional.

– As condições de mercado, num determinado momento, podem ser afetadas, mas no médio e longo prazo, a condição do país com fundamentos positivos vai fazer com que as curvas (de juros) retornem à normalidade – avaliou.

Augustín, no entanto, admitiu que a turbulência iniciada com a crise no mercado imobiliário norte-americano, no ano passado, impediu o Tesouro Nacional de captar recursos com a emissão de títulos no exterior.

– Um reflexo óbvio já comentado é que no segundo semestre não prosseguimos com o nosso programa de captação externa. Entendemos que não era o melhor momento – explicou.

Para este ano, o secretário avalia que o prazo médio da dívida continuará a aumentar e que o perfil continuará a melhorar, com mais títulos prefixados e vinculados a índices de inflação – cujos custos para o governo são mais previsíveis do que os títulos atrelados à taxa Selic (taxa básica de juros) e ao câmbio. Isso, segundo Augustín, ocorrerá por causa da estabilidade econômica no Brasil.

– A situação fiscal brasileira permite uma liberdade maior de forma que nós acreditamos que, em 2008, a nossa rolagem de dívida vai poder ser feita com aumento de qualidade, podendo haver um aumento do prazo médio da dívida que vai vencer”, destacou o secretário. “Com isso, tendo maior tranqüilidade e condições ainda melhores de vencer situações de turbulência – afirmou.

Em 2007, o prazo médio da Dívida Pública Federal (composta pela soma das dívidas em títulos federais no mercado e da dívida pública externa) subiu de 35,5 meses para 39,2 meses. Os números estão dentro do Plano Anual de Financiamento (PAF) para 2007, que estipulava prazo de 37 a 42 meses.

Sobre o aumento de 7,8% no estoque da dívida interna no ano passado, que encerrou 2007 em R$ 1,333 bilhão, o secretário disse que, apesar de o valor ter ficado abaixo do R$ 1,37 bilhão estabelecido pelo PAF, a diferença não preocupa.

– A pequena diferença da dívida interna em relação ao PAF não é expressiva. Cumprimos as metas de 2007 e entendemos as metas basicamente como os percentuais, o prazo médio da dívida e o percentual que vence em 12 meses – declarou.

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