O relator do Estatuto do Desarmamento, deputado Luís Eduardo Greenhalgh (PT-SP), disse que muitas pessoas ainda não entenderam claramente o Estatuto do Desarmamento. Greenhalgh afirmou que o projeto é contra o porte de armas ilegal e não contra o porte de todo e qualquer tipo de arma.
"O projeto garante o direito de uma pessoa, para exercício de profissão ou por necessidade de defesa, portar arma. O que se combate é o porte ilegal, as armas raspadas. Vamos reprimir quem usa armas ilegais", afirmou hoje o relator ao telejornal Bom Dia Brasil.
O Parlamentar pretende aproximar ao máximo o seu relatório da proposta original do governo federal para, então, enviar o material à Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ). O Estatuto já foi aprovado na Comissão de Segurança Pública da Câmara. O relator disse que a base aliada do governo deverá defender a proposta do Estatuto. Pesquisas de opinião pública indicam que a população é favorável ao Estatuto.
Greenhalgh disse que pretende manter no Estatuto o plebiscito de 2005, no qual a população deverá dizer se apóia ou não a limitação no porte e venda de armas, o crime inafiançável para quem possui arma de fogo ilegal e a centralização da autorização do porte de armas na Polícia Federal, que hoje está a cargo das secretarias de segurança pública.
No entanto, Greenhalgh disse que a bancada contra o Estatuto permanece contrária ao plebiscito. "Ninguém gosta da idéia de submeter à apreciação da população a proposta de proibição de armas de fogo em todo o território nacional. Dizem: eu fui eleito pelo povo, eu represento o povo, não preciso de plebiscito para manifestar a minha vontade e a dos eleitores. Não é bem assim", afirmou o relator, que diz que a população é contra as armas.