Rio de Janeiro, 09 de Maio de 2026

Estatais firmam acordo para planejar oferta de energia no país

Acordo firmado entre as duas maiores empresas do setor de energia do país - Eletrobrás e Petrobras - vai incentivar a pesquisa, a geração e o planejamento de energia elétrica no Brasil e no exterior nos próximos cinco anos. O trabalho conjunto tem como um dos objetivos solucionar as necessidades do país combinando diversas formas de energia. (Leia Mais)

Domingo, 25 de Setembro de 2005 às 19:13, por: CdB

Acordo firmado entre as duas maiores empresas do setor de energia do país - Eletrobrás e Petrobras - vai incentivar a pesquisa, o planejamento e a geração de energia elétrica no Brasil e no exterior nos próximos cinco anos. O trabalho conjunto tem como um dos objetivos solucionar as necessidades do país combinando diversas formas de energia como o gás natural, os combustíveis fósseis e a energia hidrelétrica e a nuclear.

O acordo prevê, também, estudos e implementação de projetos integrados de produção de energia elétrica para a região Amazônica, o intercâmbio técnico e tecnológico entre as duas estatais e a análise econômico-financeira de projetos de produção de eletricidade e de exploração e transporte de gás natural.

Em entrevista à TV Nacional, o presidente da Eletrobrás, Aloísio Vasconcelos, disse que o acordo poderá promover a utilização de gasodutos, o que pode tornar o preço da energia mais barata. Ele cita como exemplo a região amazônica, que hoje, tem energia gerada por meio da transformação do óleo, que, além de ser muito mais caro, tem uma tributação pesada.

Vasconcelos destacou que o gás é muito mais barato e disponível na região. Ele explicou que a energia vinda dos gasodutos construídos pela Petrobras e distribuída pela Eletrobrás pode abastecer casas, indústrias e toda a estrutura nacional. "Com isso, o custo da energia gerada vai diminuir um pouco no primeiro momento, e, a longo prazo, vai diminuir muito, porque o gás é natural, gerado na região, e o transporte é mais barato", disse.

O acordo prevê ainda a criação de um conselho diretor com a participação de cinco representantes de cada estatal

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