Dilma RoussefA questão das contas públicas e do corte de gastos continua na pauta da mídia e dos setores que pressionam por cortes orçamentários cada vez maiores. A persistência do assunto - e das pressões - levou a presidenta da República, Dilma Rousseff, a anunciar, durante visita ao Rio, que repetiria "três vezes": "Nós não vamos; nós não vamos; nós não vamos contingenciar o PAC".
Evidente que é diante dessa decisão que vem a confiança da presidenta da República ao reiterar que sua gestão está preocupada em manter a economia crescendo com a inflação controlada. E vai conseguir. "A economia vai crescer. Nós vamos manter o controle da inflação. Nós não negociamos com a inflação", insistiu, assinalando ser este o caminho que seu governo seguirá para reduzir as desigualdades do país.
Com relação às contas e aos cortes, também, estamos com a Presidenta. Não se pode cortar investimentos. Aliás, eles aumentaram de R$ 9 bi, média no triênio 2002-2005, para R$ 40 bi nos últimos anos.
Esta elevação de investimentos desmente, inclusive, a tese do FMI e de nossos críticos nativos (vejam post abaixo), de que os gastos públicos no Brasil foram mais com pessoal e custeio. Sem falar que nossos gastos nestas duas áreas têm qualidade.
São despesas com programas sociais, educação, saúde e em muitas outras áreas, sempre no social. Estamos fazendo superávit e a dívida interna está sob controle. Não estamos aumentando a carga tributária e nem criando novos impostos. Pelo contrário, vamos fazer uma reforma tributária e diminuir a contribuição sobre a folha de pagamentos, preservando a receita da Previdência Social.