Rio de Janeiro, 04 de Fevereiro de 2026

Estaleiro nega acusação de fraudes em licitações da Petrobras

Terça, 10 de Julho de 2007 às 18:12, por: CdB

O estaleiro Eisa nega ter qualquer associação ou vínculo com a Angraporto Offshore, empresa acusada pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal de integrar uma quadrilha especializada em fraudar licitações realizadas pela Petrobras.

Segundo a assessoria de imprensa do estaleiro, até as 19 horas a empresa não sabia do que estava sendo acusada nem das razões que levaram a Polícia Federal a prender o funcionário Laudezir Carvalho de Azevedo, durante a operação Águas Profundas.

— Os advogados da empresa não tiveram ainda acesso às cópias dos documentos do processo que levou a 4a Vara Federal Criminal, a pedido do Ministério Público Federal, a incluir o Laudezir entre as 18 pessoas que tiveram a sua prisão preventiva decretada —, informou a assessoria.

E acrescentou que sabe apenas do que vem sendo divulgado pela imprensa.

— Jogaram as farinhas no mesmo saco e a empresa, sem saber por quê, está sendo acusada de formação de quadrilha, corrupção passiva e ativa, e fraude em processo licitatório da Petrobras —, afirmou.

O Eisa informou que há cerca de um ano venceu licitação para fazer obras de manutenção, reforma e modernização na plataforma P-14.

— A concorrência foi ganha com a oferta da menor proposta, de R$ 89 milhões. Para isso, vencemos o anglo-saxônico Wood Group, que ofereceu R$ 95 milhões, e a Mendes Junior, com R$ 122 milhões —, explicou.

E garantiu que a opção pela empresa Angraporto Offshore para a realização das obras foi uma exigência da própria Petrobras.
 

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