Rio de Janeiro, 24 de Março de 2026

Estados Unidos registram déficit comercial recorde

Os Estados Unidos registraram um novo déficit comercial recorde em agosto, alimentado pelos altos preços do petróleo importado e pelo alto consumo de produtos chineses. O déficit comercial alcançou US$ 69,9 bilhõesem agosto, o que representa 2,7% a mais que no mês anterior. O resultado decepcionou os especialistas, que esperavam uma redução do "buraco" comercial.

Quinta, 12 de Outubro de 2006 às 14:19, por: CdB

Os Estados Unidos registraram um novo déficit comercial recorde em agosto, alimentado pelos altos preços do petróleo importado e pelo alto consumo de produtos chineses. O déficit comercial alcançou US$ 69,9 bilhõesem agosto, o que representa 2,7% a mais que no mês anterior. O resultado decepcionou os especialistas, que esperavam uma redução do "buraco" comercial.

- A surpresa veio das importações, que sofreram um aumento traumatizante -, ressaltou Stephen Gallagher, da Société Générale em Nova York.

As importações aumentaram 2,4% indo a US$ 192,3 bilhões e as exportações, 2,3%, US$ 122,4 bilhões.

Os americanos importaram maciçamente produtos derivados do petróleo em agosto, e isto pesou na balança comercial, quando os preços de importação do cru bateram todos os recordes. O déficit petroleiro alcançou o nível sem precedentes de 27,2 bilhões de dólares.
As cotações do petróleo atingiram seus níveis mais elevados neste ano, mas ao término do verão boreal (hemisfério norte), e com a maior demanda de gasolina devido às férias, os preços sofreram um claro declínio.

O mal desempenho de agosto deve-se também ao crescimento do déficit comercial com a China, que aumentou 12,2% a US$ 22 bilhões. Trata-se de um nível recorde, que se explica pelas fortes importações de produtos de consumo por preços baixos, que inundam o Wal Mart e outros supermercados.

Os gastos dos lares são decisivos para o crescimento americano. O nível das importações deveria atenuar os temores de recessão suscitados pela desaceleração do setor imobiliário, que havia permitido uma abundância de crédito e tinha sido sustentado pelo consumo durante os últimos cinco anos.

De acordo com um estudo divulgado nesta quinta-feira a boa situação dos consumidores deverá ser traduzida em uma temporada favorável de festas para os comerciantes.

- Todos os indicadores mostram que a temporada de festas de fim de ano será forte, acima da média, embora não tanto como no ano passado -, avaliou Michael Niemira, economista-chefe do Conselho Internacional de Centros Comerciais, que realizou o estudo.

De qualquer maneira, o certo é que o déficit não pára de crescer: há um ano, em agosto de 2005, era de 58,7 bilhões de dólares, de modo que cresceu 19% em um ano.

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