Os Estados Unidos disseram que estão considerando ajudar a Coréia do Norte no setor de energia se o país desistir de seu programa nuclear. O secretário-assistente de Estado americano, James Kelly, fez o anúncio depois de uma hora de conversações em Seul com o presidente eleito da Coréia do Sul, Roh Moo-Hyun. A Coréia do Norte fez com que a tensão sobre o seu suposto programa de armas nucleares aumentasse nas últimas semanas ao abandonar o tratado de não-proliferação nuclear. A oferta de ajuda anunciada por Kelly se segue a um pedido do ex-diplomata americano Bill Richardson, que tem feito contato com autoridades norte-coreanas, para que o governo dos Estados Unidos inicie um diálogo. Agressividade Richardson completou três dias de conversas não oficiais no sábado e disse que a agressividade da Coréia do Norte mascarava um desejo de negociação. Os Estados Unidos já tinham deixado claro anteriormente que não estavam dispostos a fazer acordos com a Coréia do Norte porque não queriam recompensar o que chamaram de mau comportamento. "É importante que aconteçam conversações diretas. E essas conversas podem ser em nível técnico", afirmou Richardson em entrevista à rede de televisão americana ABC. Ele propôs que os Estados Unidos e a Coréia do Norte assinem um tratado de não-agressão. A Coréia do Norte tinha dito na sexta-feira que sanções seriam vistas como uma declaração de guerra.
Estados Unidos propõem ajuda à Coréia do Norte
Segunda, 13 de Janeiro de 2003 às 11:25, por: CdB