Os Estados Unidos provavelmente devem negar o pedido de Israel para adiar a entrega do relatório anual do Departamento de Estado sobre os Direitos Humanos. Para Israel o documento deveria ser divulgado depois de uma audiência da Corte Internacional de Justiça (CIJ) sobre o muro de segurança do Estado judaico.
- Eles pediram a prorrogação do prazo, mas não temos planos de adiar a entrega e não acredito que isso vá mudar - destacou um responsável do Departamento, pedindo anonimato.
Israel pediu que o informe, normalmente divulgado no final de fevereiro, seja retido, por temer que o documento influencie na decisão da CIJ sobre o questionamento da Assembléia Geral da ONU referente à legalidade do muro.
A Assembléia Geral da ONU votou no dia 8 de dezembro passado uma resolução que pede o pronunciamento da CIJ sobre as conseqüências jurídicas da construção do muro. No total, 17 países, a maioria árabe e muçulmana, consideram que o muro de separação é uma questão para ser tratado pela CIJ.
A Autoridade Palestina, cujos responsáveis denunciaram a postura dos Estados Unidos e a UE frente à polêmica, se opõe a qualquer intervenção da Corte em um assunto que considera político. Embora se oponham a levar o assunto para a CIJ, as Estados Unidos e a UE são contra a construção do muro.
Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026
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