Obama convida organização da rebelião líbia a abrir uma representação diplomática em Washington. Ataque da Otan deixa 3 mortos e 150 feridos
24/05/2011
da Redação
O subsecretário de Estado para o Oriente Médio dos Estados Unidos (EUA), Jeffrey Feltman, ofereceu ao Conselho Nacional de Transição (CNT) da rebelião líbia a abertura de uma representação diplomática na capital estadunidense, Washington.
O convite foi anunciado nesta terça-feira (24) em uma coletiva de imprensa na cidade de Benghazi, leste da Líbia dominada pelos rebeldes. Na ocasião, o diplomata estadunidense também reiterou seu rechaço a qualquer negociação com o governo de Muammar Al Kadafi para buscar uma saída pacífica à crise instaurada no país há mais de três meses.
“Kadafi perdeu toda a legitimidade para dirigir o país” ”, disse Feltman que completou “[Ele] Deve abandonar o poder imediatamente”.
Segundo Feltman, o CNT, principal organização contrária a Kadafi, “é o representante legítimo do povo líbio”. O diplomata estadunidense esteve reunido com os dirigentes da rebelião, entre eles o líder Mustafah Abdelkhalil, e afirmou que o convite foi feito pelo presidente dos EUA, Barack Obama.
Feltman acredita que a abertura da representação diplomática permitirá “potenciar o desenvolvimento dos vínculos entre o CNT e os Estados Unidos”. “Estamos felizes que tenham aceitado nossa oferta, é uma etapa importante em nossa relação”, acrescentou.
Bombardeio
O convite dos EUA chega logo após um intenso bombardeio realizado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e seus aliados à capital da Líbia, Trípoli, na noite desta segunda-feira (23).
Moussa Ibrahim, porta-voz do governo líbio, afirmou que a operação deixou ao menos três mortos e 150 feridos. O alvo, segundo ele, foram os “edifícios utilizados por unidades de voluntários do exército líbio”.
No entanto, a Otan disse, através de comunicado, que uma série de armas guiadas com precisão atingiu uma instalação de armazenagem de veículos junto de Bab al-Aziziya, que tem sido usada para abastecer as forças do regime “para realizar ataques contra civis”.
Este foi o ataque mais pesado encabeçado pela Otan desde o início da ofensiva, com cerca de 20 bombardeios aéreos. A ofensiva militar iniciada em março já deixou centenas de civis mortos e outras dezenas de feridos. (com informação de agências internacionais)