Rio de Janeiro, 13 de Agosto de 2026

Estado presente na meca capitalista

Segunda, 14 de Fevereiro de 2011 às 06:06, por: CdB

Fala-se muito do papel do Estado, mas é sempre bom lembrar que na meca do neoliberalismo, os Estados Unidos, uma rendição dos democratas à ideologia republicana - que parece enterrada com o presidente Barack Obama (Democrata) - o Estado esteve sempre presente em sua historia.

Já na fundação da nação norte-americana seus pais pregavam abertamente a criação de um sistema bancário nacional e a proteção de sua indústria. Os presidentes James Madison e Thomas Jefferson repudiavam a tese de um Estado pequeno e mínimo.

Por isso a história americana é a história de um Estado que contruiu canais, estradas de ferro, fez guerras de conquista, anexou ou adquiriu territórios e explorou todo um continente (o latino-americano), sempre  sem escrúpulos e sem dúvidas sobre o interesse nacional e o papel do Estado.

Estado nacional fez até vias urbanas

No século XIX o Estado americano continuou exercendo seu papel com os investimentos nas ferrovias e a maior distribuição de terras que já se tinha visto no mundo. Fora a proteção alfandegária de sua produção industrial, apesar dos protestos do Sul escravocrata e agrícola.

Isto sem falar na 2ª Guerra mundial e no papel do Estado para além do esforço de guerra e da indústria militar e da pesquisa. Ele continuou construindo estradas, dotando o país de vias urbanas e meios de transporte, e praticamente criando um mercado imobiliário dando casas e bem estar aos trabalhadores que se alistavam para defender a pátria deixando suas mulheres como substitutas nos postos de trabalho.

Já no século passado, o XX, os presidentes republicanos Richard Nixon e Ronald Reagan fizeram o que quiseram com o dólar - como acontece agora com os presidentes George W.Bush e Barack Obama - patrocinando crédito e emissões de trilhões de dólares, desvalorizando a moeda na tentativa de revitalizar e relançar a economia norte-americana.

Entre nós consideram heresia e burrice


A isto os americanos chamam engenharia e “desenho econômico inteligente” título. Aliás, título que o ex-secretário do Tesouro americano J. Bradford DeLong dá a seu  artigo publicado ontem (domingo) no  jornal espanhol El País.

Só que esta engenharia e desenho econômico inteligente em nosso Brasil ainda continuam sendo uma heresia, ou pior, uma burrice, quando na verdade trata-se de uma obviedade. É tudo isto, meu amigos, o que está em jogo (leiam, também, os dois posts acima).

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