O advogado da Associação dos Camponeses do Estado do Amazonas, Rafael Oliveira Claros, afirmou que órgãos do governo já sabiam da possibilidade de assassinato de trabalhadores do campo no estado, mas que não atuaram parar coibir as mortes. Entre essas instituições, ele citou o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Ouvidoria Agrária Nacional.
“A impunidade se dá pela falta da presença do Estado no local”, disse, durante comissão geral sobre violência no campo. Claros também acusou a Polícia Federal do estado de não atuar diante das denúncias, alegando que não havia recursos para isso. O advogado citou a morte do líder camponês Adelino Ramos, conhecido como Dinho, como exemplo de caso denunciado em que não houve ação do Poder Público.
Claros defendeu a continuidade e a efetiva implementação dos projetos de assentamento no Brasil, em especial na Região Norte, como forma de coibir os assassinatos.
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