Por Ernesto Gennari 26/05/2011 às 16:29
Lembrando a CF/88:
Art. 3º, inciso IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
Lembrando a CF/88:
Art. 3º, inciso IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
O Brasil é um país de misturas, ou pelo menos parece ser. Mas quando um assunto considerado delicado, como os direitos aos gays, é discutido, move-se uma parcela religiosa e segregalista da população contra uma decisão básica, onde, seguindo o raciocínio lógico e axiomático, homossexuais são humanos. Logo estes seres humanos, brasileiros, podem ser cidadãos, basta ter um título de eleitor. Se trabalharem e pagarem impostos, tal característica se torna incontestável. Por serem cidadãos e humanos, são dotados de sentimento, sendo no caso, o afetivo o mais discutido. Se um gay resolve se relacionar com um parceiro e viver junto com este, por que esta relação deve ser tratada diferentemente nas questões de casamento civil? É notório que uma relação de anos possa ser considerada união estável, independente dos sexos envolvidos, então por que não dar direitos pós morte ao cônjuge do mesmo sexo? Por religião?
Vamos esclarecer algo desde já, o Brasil é um estado LAICO desde 1890, portanto nenhuma religião deve se envolver em política com o objetivo de disseminar o preconceito. Quando o Brasil era um estado católico, antes da república, qualquer pessoa que não seguisse a religião era destituída de direitos civis, nem registro em cartório podia ter. Somos iguais perante a constituição, e mesmo assim os religiosos agem fervorosamente contra o Artigo 3° Inciso IV, citado no início do texto. Partindo disto podemos dizer que temos um problema de razão vs. emoção no pais.
Homossexualismo não é doença, nem opção. A pessoa nasce homossexual e morre homossexual. É inerente aose seus pares.
A decisão do STF é justa, e se depender do STF para decidir problemas que o legislativo tem preguiça ou inaptidão para resolver, então que sejam bem aventurados os juristas em usar da razão ao invés da emoção, como neste caso.
Sobre o protecionismo ao Palocci e favorecimento da bancada evangélica, a Dilma bem que poderia ser imparcial a tudo e deixar a justiça ocorrer por meio de auditoria e silenciar os adeptos de um livro antigo que deve servir para ensinar apenas o que é certo e errado de modo cabível ao ano de 2011, e não ser levado ao pé da letra.
Dogmas são dogmas, devem ser interpretados de acordo com a época de sua criação, não são axiomas.