Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Estado Islâmico teria fixado novo prazo para troca de jornalista japonês

Em uma mensagem de áudio supostamente de um jornalista japonês detido por militantes do Estado Islâmico, o repórter afirma que um piloto da Força Aérea da Jordânia também capturado pelo grupo seria morto a menos que uma prisioneira iraquiana na Jordânia fosse libertada até o pôr-do-sol desta quinta-feira.

Quinta, 29 de Janeiro de 2015 às 08:50, por: CdB
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Homem passa por tela de TV exibindo imagens do piloto jordaniano Kasaesbeh e do jornalista japonês Goto, em Tóquio
  Em uma mensagem de áudio supostamente de um jornalista japonês detido por militantes do Estado Islâmico, o repórter afirma que um piloto da Força Aérea da Jordânia também capturado pelo grupo seria morto a menos que uma prisioneira iraquiana na Jordânia fosse libertada até o pôr-do-sol desta quinta-feira. A mensagem pareceu a adiar o prazo anterior estabelecido em um vídeo na terça-feira, no qual o jornalista sequestrado, Kenji Goto, dizia que seria morto dentro de 24 horas se a mulher não fosse solta. A mais recente gravação de áudio, que não pôde ser verificada pela agência inglesa de notícias Reuters, foi postada no YouTube na quinta-feira. O chefe do gabinete de governo japonês, Yoshihide Suga, afirmou em uma coletiva de imprensa que há grandes chances de a voz na gravação ser realmente de Goto. "Eu sou Kenji Goto. Esta é uma mensagem de voz que me disseram para enviar a vocês. Se Sajida al-Rishawi não estiver pronta para troca pela minha vida na fronteira turca até o pôr-do-sol de quinta-feira 29 de janeiro, pelo horário de Mossul (Iraque), o piloto jordaniano Kasaesbeh Mu'ath será morto imediatamente", diz a voz na gravação. A Jordânia informou na quarta-feira que não havia recebido nenhuma garantia de que Kasaesbeh estava seguro e que iria levar adiante a troca de prisioneiros proposta somente se ele for libertado. A mensagem implícita na fita de áudio é que o piloto da Jordânia não seria parte do acordo, ou seja, qualquer troca seria entre Goto -um veterano correspondente de guerra, e Sajida. Qualquer troca que deixe de lado o piloto não seria bem recebida pela população da Jordânia, onde as autoridades insistem que ele é sua prioridade. Não houve comentário imediato do governo da Jordânia, mas um oficial do setor de segurança disse que as autoridades estavam tentando verificar a autenticidade da gravação e se mantinham em coordenação com seus homólogos japoneses. Na terça-feira, um vídeo no qual aparecia o jornalista japonês dizia que ele tinha menos de 24 horas de vida, a menos que fosse libertada Sajida, uma iraquiana que está no corredor da morte por seu papel em um atentado suicida que matou 60 pessoas na capital jordaniana, Amã, em 2005. O porta-voz do governo jordaniano, Mohammad al-Momani, disse anteriormente que o país estava disposto a libertar a mulher se Kasaesbeh fosse poupado, mas deixou claro que ela seria mantida presa até o piloto ser solto. Kasaesbeh foi capturado depois de seu jato caiu no nordeste da Síria, em dezembro, durante uma missão de bombardeio contra o Estado islâmico, grupo que conquistou grandes extensões da Síria e do Iraque. Ele faz parte de uma importante tribo jordaniana, que forma a espinha dorsal do apoio à monarquia. Teste para Abe A crise dos reféns é o maior teste diplomático enfrentado pelo primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, desde sua posse, em 2012, quando se comprometeu a reforçar a defesa do Japão e desempenhar um papel maior na segurança global. Os comentários jordanianos têm levantado preocupações no Japão de que Goto possa deixar de fazer parte de qualquer acordo entre Amã e o Estado islâmico. Mas a CNN citou o ministro das Relações Exteriores jordaniano, Nasser Judeh, dizendo que "é claro" que a libertação do refém japonês seria parte de qualquer troca. - Kenji não fez nada de errado - disse a mãe de Goto, Junko Ishido, a jornalistas. "Espero que ele chegue em casa com segurança, esse é o meu único sentimento, como uma mãe." Falando após uma reunião extraordinário com o ministério, bem como no Parlamento nesta quinta-feira, Abe disse que o governo estava fazendo todos os esforços possíveis para garantir a libertação de Goto e repetiu que o Japão está buscando a cooperação da Jordânia. A crise dos reféns começou depois que Abe, durante uma turnê do Oriente Médio, anunciou 200 milhões de dólares em ajuda não militar para países em conflito com o Estado islâmico, mas seu governo rejeita qualquer sugestão de que agiu precipitadamente e salienta que a assistência era humanitária.    
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