Estado Islâmico derruba avião militar na Síria, segundo grupo de monitoramento
Combatentes do Estado Islâmico derrubaram um avião militar sírio usando armas antiaéreas nesta terça-feira, conseguindo pela primeira vez abater um jato militar desde a declaração de um califado transfronteiriço em junho, informou um grupo que monitora a guerra civil na Síria.
O avião caiu nos arredores da cidade de Raqqa, reduto do Estado Islâmico Soldado dos EUA investiga carro destruído em local de ataque suicida em Cabul
Combatentes do Estado Islâmico derrubaram um avião militar sírio usando armas antiaéreas nesta terça-feira, conseguindo pela primeira vez abater um jato militar desde a declaração de um califado transfronteiriço em junho, informou um grupo que monitora a guerra civil na Síria.
O avião caiu nos arredores da cidade de Raqqa, reduto do Estado Islâmico, 400 quilômetros a nordeste de Damasco, durante ataques aéreos sobre o território controlado pelo grupo militante, de acordo com um morador.
O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, grupo de monitoramento que reúne informações a partir de uma rede de ativistas no terreno, registrou a ocorrência de cinco ações aéreas em Raqqa nesta terça. Rami Abdulrahman, que comanda a organização, citou fontes ligadas ao Estado Islâmico dizendo que um avião foi derrubado.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, autorizou na semana passada a realização de ataques aéreos de forças norte-americanas contra o Estado Islâmico na Síria, ampliando uma ação que já vinha ocorrendo contra os militantes no Iraque.
A Força Aérea síria tem bombardeado territórios controlados pelo Estado Islâmico nas províncias de Raqqa e Deir al-Zor praticamente todos os dias desde que o grupo tomou a cidade iraquiana de Mosul, em junho.
A Síria se ofereceu para participar de uma coalizão que os Estados Unidos estão formando para enfrentar o Estado Islâmico, mas governos ocidentais consideram o presidente sírio, Bashar al-Assad, parte do problema e descartam a hipótese de uma cooperação.
Atentado suicida
Um carro-bomba matou três soldados estrangeiros e feriu 13 civis afegãos e outros cinco militares em um ataque a um comboio perto da embaixada dos Estados Unidos em Cabul nesta terça-feira, de acordo com a coalizão liderada pela Otan. Foi um dos piores ataques contra as forças estrangeiras na capital afegã em meses.
O ataque perto da embaixada fortificada ocorre em meio a um impasse político de meses de duração e o revigoramento da insurgência, com uma eleição presidencial ainda não resolvida num momento em que a maioria das tropas de combate estrangeiras se preparam para sair do país até o final do ano.
O Taliban reivindicou a responsabilidade pelo ataque desta terça-feira, desfechado na principal estrada que leva ao aeroporto internacional de Cabul, não muito longe do amplo complexo da embaixada dos EUA, que também é a sede de outros membros da coalizão liderada pela Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf), liderada pela Otan.
A Isaf informou em um comunicado curto que três de seus soldados foram mortos e está investigando o incidente. Pelo menos cinco militares ficaram feridos.
O vice-ministro do Interior afegão, Mohammad Ayub Salangi, disse no Twitter que o carro-bomba tinha como alvo um comboio de veículos que transportava soldados estrangeiros.
Em uma mensagem de texto aos jornalistas, o porta-voz do Taliban disse que o homem-bomba, desencadeou o ataque às tropas estrangeiras em um carro cheio de explosivos.
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