Rio de Janeiro, 02 de Setembro de 2026

Estado Islâmico captura dezenas de religiosos na Síria

Membros do grupo extremista "Estado Islâmico" (EI) capturaram mais de duzentos civis, incluindo cristãos, numa cidade na região central da Síria, disse nesta sexta-feira o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Sexta, 07 de Agosto de 2015 às 06:46, por: CdB
Por Redação, com agências internacionais - de Beirute: Membros do grupo extremista "Estado Islâmico" (EI) capturaram mais de duzentos civis, incluindo cristãos, numa cidade na região central da Síria, disse nesta sexta-feira o Observatório Sírio dos Direitos Humanos. - O Daesh (acrônimo em árabe para a organização terrorista) sequestrou ao menos 230 pessoas, incluindo ao menos 60 cristãos, durante uma ofensiva em Al-Qaryatain - afirmou Rami Abdel Rahman, diretor da organização que monitora a condição dos direitos humanos no país.  
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Extremistas sequestram mais de 200 civis, incluindo ao menos 60 cristãos, por "colaborarem com o regime", segundo Observatório Sírio dos Direitos Humanos
  Muitos dos cristãos haviam fugido da província de Aleppo, no norte da Síria, em busca de refúgio em Al-Qaryatain. Rahman disse que os sequestrados foram acusados pelo EI de "colaborar com o regime" sírio e que seus nomes constavam numa lista em posse dos jihadistas durante a ofensiva. Famílias que tentavam fugir ou se esconder foram capturadas pelos extremistas. Al-Qaryatain está localizada num ponto intermediário entre o território ocupado pelo EI na província de Homs, no leste, e a região de Qalamun, no oeste. Segundo um cristão sírio de Al-Qaryatain, que atualmente vive em Damasco, a população cristã na cidade foi reduzida para cerca de trezentas pessoas. Em maio, homens encapuzados sequestraram o padre católico sírio Jacques Mourad no monastério sírio Mar Elian, em Al-Qaryatain, próximo à cidade histórica de Palmira, controlada pelos jihadistas. Mourad, conhecido por prestar assistência a muçulmanos e cristãos, preparava ajuda humanitária para refugiados vindos de Palmira. Em fevereiro, os extremistas haviam capturado ao menos 250 cristãos assírios, muitos dos quais eram mulheres ou crianças, em ataques a vilarejos no norte da Síria. Até o momento, não se sabe o que aconteceu a muitas dessas pessoas, assim como a sacerdotes que estão desaparecidos. Entidades cristãs acreditam que os religiosos estejam sob poder do EI. Mal comum

A Rússia e os EUA têm o entendimento de que o Estado Islâmico representa um mal comum, e tanto Moscou, quanto Washington, concordam com a necessidade de unir os esforços para combatê-lo, declarou no dia 5 de agosto, o chanceler russo Sergei Lavrov.

Para tanto, ele destacou que ambos os países acertaram promover um encontro entre especialistas do ministério das Relações Exteriores da Rússia e do Departamento de Estado dos EUA para discutir os termos de uma possível cooperação no combate ao EI.

As declarações se deram após Lavrov ter se reunido com o Secretário de Estado dos EUA John Kerry no âmbito do fórum da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), na Malásia.

- Na conversa que tivemos alguns dias atrás, no Catar, mediante participação do ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, discutimos, antes de tudo, problemas no Oriente Médio e no norte da África. Todos nós concordamos que o Estado Islâmico é uma ameaça comum, um mal comum - disse o chanceler russo.

- Nós estamos de acordo com a necessidade de unir esforços na luta contra este fenômeno o mais rápido e eficiente possível, mas nós ainda não temos uma abordagem comum de como exatamente fazê-lo, dadas as contradições existentes entre diversos 'atores do mundo'. Este é um tema para nossos próximos contatos. Nós acordamos que especialistas do ministério das Relações Exteriores da Rússia e do Departamento de Estado dos EUA continuarão a desenvolvê-lo. Seremos guiados pelas iniciativas de que dispomos hoje - explicou Lavrov.

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