Estado Islâmico afirma que responsáveis por ataque na França são "jihadistas heróicos"
O grupo militante Estado Islâmico exaltou como "jihadistas heróicos" os homens armados que mataram a tiros 12 pessoas nesta semana em um ataque à sede do jornal semanal Charlie Hebdo, em Paris, informou um grupo de monitoramento nesta sexta-feira.
Dez jornalistas e dois policiais morreram no ataque de quarta-feira, que aumentou a preocupação com a segurança na França e em diversos países
O grupo militante Estado Islâmico exaltou como "jihadistas heróicos" os homens armados que mataram a tiros 12 pessoas nesta semana em um ataque à sede do jornal semanal Charlie Hebdo, em Paris, informou um grupo de monitoramento nesta sexta-feira.
O Grupo de Inteligência Site, que monitora organizações radicais islâmicas na mídia, disse que o Estado Islâmico elogiou os agressores armados em uma nota curta em seu boletim diário de audio, que foi distribuído via Twitter e fóruns jihadistas na quinta-feira.
- Começamos o nosso boletim com a França. Jihadistas heróicos mataram 12 jornalistas e feriram outros 10 trabalhando na revista francesa Charlie Hebdo, e isso foi em apoio ao nosso mestre (profeta) Maomé, que a paz e as bênçãos de Alá estejam com eles - disse o boletim de audio.
Dez jornalistas e dois policiais morreram no ataque de quarta-feira, que aumentou a preocupação com a segurança na França e em diversos países.
O Estado Islâmico é um poderoso grupo militante que tem conquistado grandes porções de território no Iraque e na Síria.
Pregador da Al QaedaUm dos dois irmãos suspeitos de realizaram o ataque a um jornal semanal de sátiras em Paris, que deixou 12 mortos, visitou o Iêmen em 2011 e se encontrou com o pregador da Al Qaeda Anwar al Awlaki, que está morto, durante sua estadia no país, disse à agência inglesa de notícias Reuters uma fonte de inteligência iemenita nesta sexta-feira.
A fonte disse que Said Kouachi esteve no Iêmen por vários meses em 2011 como um dos estrangeiros que entraram no país para realizar estudos religiosos, mas não houve informação confirmada sobre ele ter sido treinado pela Al Qaeda na Península Arábica (Aqap), um dos braços mais ativos do grupo militante.
Os suspeitos são dois irmãos franceses filhos de argelinos, ambos na casa dos 30 anos e que já estavam sob observação da polícia. Teriam sido eles que na quarta-feira invadiram a sede do jornal semanal de sátiras Charlie Hebdo, em Paris, e mataram a tiros 12 pessoas.
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