O Estado do Rio de Janeiro fechou desde essa segunda-feira suas barreiras sanitárias para carne vinda de Eldorado, Itaquiraí, Iguatemi, Japorã e Mundo Novo, em Mato Grosso do Sul, onde foram detectados focos da febre aftosa.
A doença está erradicada em território fluminense desde 1997.
De acordo com o secretário de Agricultura, Abastecimento, Pesca e Desenvolvimento do Interior, Christino Áureo, que acaba de sair de reunião com todo o sistema de defesa agropecuária do estado, mais de cem técnicos da secretaria e do Ministério da Agricultura estão mobilizados nas barreiras de Nhangapi, em Resende, na Região do Médio Paraíba, e de Parati, na Região da Costa Verde; de Comendador Levy Gasparian, na Região Centro-Sul; e de Bom Jesus do Itabapoana.
Além da carne, produtos e subprodutos de animais suscetíveis à doença - bovinos, caprinos, ovinos e suínos - e animais vivos com destino a leilões, exposições etc, originários daqueles municípios sul-matogrossenses, estão proibidos de entrar no estado.
O secretário assinalou que a ocorrência desse foco da doença é resultado do baixo investimento do país em defesa agropecuária e atribuiu a falha à equipe econômica do governo federal, que tem punido o Ministério da Agricultura e as secretarias estaduais com falta de recursos, esquecendo-se de que esse é um setor que só tem dado retorno ao Brasil.
- O Estado do Rio de Janeiro vem cumprindo sozinho com os custos do sistema de defesa sanitária. Desde 2001, não recebemos um centavo sequer do governo federal - lembrou Christino.
O secretário alertou os pecuaristas fluminenses que ainda não vacinaram seus animais contra a febre aftosa que têm até o dia 15 para fazê-lo.
A segunda etapa da campanha anual de vacinação contra a doença já havia sido prorrogada por mais 15 dias para que todo o rebanho do estado, de dois milhões de cabeças de bovinos, pudesse ser imunizado.