Rio de Janeiro, 18 de Maio de 2026

Estado do Rio amplia produção do Pólo Gás-Químico

Domingo, 10 de Julho de 2005 às 07:27, por: CdB

A governadora do Rio de Janeiro Rosinha Matheus assinará, no próximo mês, decreto de incentivo fiscal ampliando a capacidade de produção do Pólo Gás-Químico de Caxias. O aumento atenderá a demanda das empresas que estão na fila da Secretaria de Estado de Energia, Indústria Naval e Petróleo, ansiosas por uma autorização para se instalar na região. O pólo tem hoje capacidade para abrigar 40 empresas e há cerca de 60 querendo autorização.

Inaugurado em junho, o Pólo Gás-Químico é um dos mais importantes empreendimentos econômicos já realizados no estado do Rio de Janeiro. Localizado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, conta com um projeto inovador já que usa frações de etano e propano, provenientes do gás natural da Bacia de Campos, como matéria-prima para a produção de polietileno. Os pólos já existentes na Bahia, Rio Grande do Sul e São Paulo usam a nafta, que é um produto importado, derivado do petróleo, como base.

Em função do pólo e das empresas transformadoras de plástico que se instalarão naquela área de Campos Elíseos, o governo do estado fez ainda um projeto para criar uma malha de acesso e de escoamento da produção. Serão mais de 15 quilômetros de estrada até a Rodovia Washington Luiz, ao custo de R$ 80 milhões, dividido com a iniciativa privativa e a prefeitura de Duque de Caxias. O projeto também vai favorecer a Refinaria de Duque de Caxias (Reduc)e possibilitará a atração de mais empresas para a região.

Outra complementação ao projeto realizada pelo governo do estado, é o investimento na formação de mão-de-obra especializada, essencial para as empresas que estão se instalando no local. A Universidade da Zona Oeste (Uezo), em Campo Grande, está preparando cursos de qualificação e de nível superior que atendam a demanda do pólo.

Com investimento de US$ 1,1 bilhão, o pólo vai produzir 540 mil toneladas de polietileno por ano, matéria-prima a partir do gás natural, utilizada na fabricação de plásticos. Para realizar o projeto, que vem sendo planejado desde 1999, o governo do estado concedeu R$ 400 milhões em incentivos fiscais.

Segundo o secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer, este empreendimento é o maior investimento privado feito no Rio de Janeiro nos últimos 30 anos.

- O governo do estado deu um incentivo fiscal significativo para viabilizar esse empreendimento da ordem de US$ 100 milhões só na construção e outros US$ 300 milhões na operação. Mesmo abrindo mão desse dinheiro, vamos ter uma arrecadação extraordinária da ordem de US$ 50 milhões por ano com o pólo, que vai movimentar toda a Baixada Fluminense -acrescenta Victer, que acredita que o estado do Rio caminha para se tornar um dos principais do país na área petroquímica, gerando empregos e riqueza.

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