Rio de Janeiro, 30 de Outubro de 2026

Estado de SP aumenta participação no total do PIB brasileiro

Segunda, 26 de Novembro de 2007 às 19:05, por: CdB

O Produto Interno Bruto (PIB) de São Paulo, que em 2004 correspondia a 33,1% de todas as riquezas produzidas no país, passou a representar 33,9% do PIB brasileiro em 2005, segundo a revisão das Contas Regionais, divulgada nesta segunga-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A participação de São Paulo, pela metodologia de cálculo anterior, era de 30,9% em 2004.

A nova metodologia, instituída no início deste ano pelo IBGE, é mais precisa, porque inclui uma série de estudos como as pesquisas anuais da instituição: de serviços, industrial, de comércio e da construção civil.

O PIB paulista teve crescimento de 3,6% entre 2004 e 2005, maior, portanto, que o crescimento médio da economia brasileira no mesmo período, que foi de 3,2%.

De acordo com o gerente de Contas Regionais do IBGE, Frederico Sérgio Cunha, o que impulsionou o avanço maior de São Paulo no PIB brasileiro foi "a maior concentração da indústria no estado e a introdução das pesquisas de serviço, que mostram a concentração dos serviços em São Paulo, principalmente os prestados às empresas".

A Região Sudeste aumentou sua participação no PIB total do país entre 2004 (55,8%) e 2005 (56,5%), assim como as Regiões Nordeste (de 12,7 para 13,1%) e Norte (de 4,9% para 5%). O Sul e o Centro-Oeste, entretanto, tiveram reduzida sua participação de 17,4% para 16,6% e de 9,1% para 8,9%, respectivamente.

O estado do Amazonas foi o que mais aumentou, proporcionalmente, seu PIB entre 2004 e 2005, com crescimento de 10,2%, tendo sido um dos mais afetados pela introdução de novas informações nas Contas Regionais.

— O Amazonas cresce por causa da importância da indústria de transformação muito ligada a eletroeletrônicos e à Zona Franca de Manaus. Outros estados com economia menor, como Mato Grosso, acabaram crescendo por conta do avanço da fronteira agrícola. A agropecuária permite que esses estados menores acabem crescendo —, explicou Frederico Sérgio Cunha.

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