Rio de Janeiro, 14 de Setembro de 2026

Estado de saúde de Sharon degrada-se rapidamente, afirma médico

Sábado, 04 de Janeiro de 2014 às 13:27, por: CdB
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O líder conservador israelense Ariel Sharon está à beira da morte, segundo os médicos que o atendem
O estado de saúde do ex-primeiro-ministro de Israel Ariel Sharon se agravou nas últimas horas, segundo informe do hospital no qual ele está internado. Diretor do Ze'ev Rothstein, diretor do hospital Tel Hashomer, nas últimas 24 horas houve piora no estado dos órgãos vitais e a vida de Sharon corre perigo. A condição de saúde do ex-primeiro-ministro israelense deteriorou-se gravemente desde esta quarta-feira. O hospital informou na quinta-feira que o ex-general e líder da direita do país está em condição crítica e sofre de falência múltipla de órgãos. – Nos últimos dois dias, acompanhamos uma degradação de vários órgãos vitais de Ariel Sharon, que são fundamentais para sua vida – já havia declarado Zeev Rotstein na porta do hospital, na véspera, segundo a agência francesa de notícias AFP. Em coma há quase oito anos, Sharon, de 85 anos, encontra-se hospitalizado no centro Shiva, do hospital Tel Hashomer e sofre de "graves problemas renais" depois de uma intervenção cirúrgica. Sharon sofreu um derrame em 4 de janeiro de 2006, quando ainda era premiê, e desde então nunca mais se recuperou. Ele é mantido em coma por decisão de seus filhos, que decidiram prolongar a vida através de aparelhos. Sharon nunca manifestou nenhum sinal de voltar a si. Na ocasião, era apontado como franco favorito para uma fácil reeleição nas próximas disputas parlamentares, quando sofreu o derrame e se afastou do cargo. Ele foi substituído por seu vice, Ehud Olmert, que foi eleito premiê poucos meses depois. Autoridades presentes no hospital de Tel Aviv onde Sharon não atenderam seus telefones. Uma porta-voz do Ministério da Saúde se recusou a comentar a notícia. Segundo o site Ynet, que cita fontes médicas, Sharon foi levado ao serviço de emergência há um mês. Posteriormente, seu estado ficou estável, mas, alguns dias depois, sua saúde voltou a se deteriorar. O site do jornal Ha'aretz, citando uma fonte não identificada, disse que Sharon pode morrer "em questão de dias" se o seu estado de saúde continuar piorando. Um dos personagens mais controversos da história de Israel, era conhecido por suas ações militares violentas, como em sua participação no massacre dos campos de refugiados de Sabra e Chatila, no Líbano, além de não obedecer ordens superiores. Também é considerado um dos principais estrategistas militares do país, tendo participado da guerra de independência (1948) e da invasão à Península do Sinai na Guerra dos Seis Dias (1967), além de outras vitórias em batalhas na guerra de Yon Kippur (1973). Acabou eleito primeiro-ministro em 2001 e reeleito em 2003. Uma das maiores vozes favoráveis à colonização israelense em territórios palestinos, surpreendeu a todos quando, em 2005, organizou a retirada unilateral israelense da Faixa de Gaza, chegando a desmantelar as colônias que lá estavam instaladas, e deixou o Likud, partido de direita o qual ajudou a fundar, para se juntar a alguns setores de centro e fundar o Kadima.
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