Rio de Janeiro, 25 de Janeiro de 2026

Estado de saúde de menina baleada na cabeça é estável

Segunda, 21 de Maio de 2007 às 08:55, por: CdB

O estado de saúde de Giovanna Prado de Santana Faria, 4 anos, continua estável nesta manhã de segunda-feira, mas os médicos não descartam a possibilidade de uma nova cirurgia. Ela foi baleada na cabeça em troca de tiros entre policiais e bandidos no Recreio dos Bandeirantes, no Rio, na noite de sexta-feira.
 
Segundo informações do hospital onde Giovanna está internada, ela continua em coma induzido, mas que os médicos não utilizam medicamentos fortes para manter controlada a pressão arterial e os sinais vitais da garota.

Uma corrente de fé e esperança foi montada  em frente ao Hospital Pronto-Baby, na Tijuca, onde está internada Giovanna. Amigos e parentes fazem, durante horas, plantão em frente à clínica para levar apoio ao drama vivido pelos pais da criança, Milton Cassiano e Juliana Prado.

Mesmo com a gravidade da situação, as pessoas próximas à família mantêm o otimismo na recuperação da criança: - Somos evangélicos e acreditamos até o fim - afirmou o amigo Anderson Sanches, 35 anos. Só no domingo, ele passou mais de 10 horas no local. - Nós sabemos da terrível situação de violência do Rio, mas quando vivenciamos o fato, é muito pior - completou.

Neste domingo os pais de Giovanna chegaram à clínica por volta das 11h e prometeram dar uma entrevista coletiva na tarde desta segunda.

Projétil pode nunca ser retirado do crânio

O médico Antônio Bellas, responsável pelo atendimento de Giovanna, afirmou que ainda não é possível saber se o projétil poderá ser retirado do crânio da criança. Novos exames, como ressonância magnética, estão sendo realizados para decidir os próximos procedimentos a serem adotados.

A equipe médica que acompanha a menina na clínica ainda não pode avaliar se ela terá seqüelas. A bala que atingiu Giovanna se alojou na região frontal do cérebro.

Segundo boletim médico divulgado neste domingo, ela permanece na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) em coma induzido. Os sinais vitais, como batimento cardíaco e pressão intracraniana, continuam estáveis. Uma nova cirurgia não está descartada e pode ser realizada a qualquer momento.

Na madrugada de sábado, a equipe médica fez cirurgia na menina para limpar o ferimento e implantar um eletrodo que acompanha a pressão intracraniana. Ela reage bem ao tratamento pós-operatório.

Segundo Bellas, no caso de crianças dessa idade, qualquer lesão tem mais probabilidade de recuperação, pois o processo de regeneração é maior.

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