Rio de Janeiro, 10 de Agosto de 2026

Estádios de SP e Natal para Copa preocupam

Os projetos de São Paulo e Natal para a construção de arenas para a Copa do Mundo de 2014 são os mais atrasados entre as 12 cidades-sede e entraram na classificação de "preocupante", segundo o diretor do BNDES, Élvio Gaspar. O executivo considera que São Paulo já está com o prazo apertado para receber jogos da Copa das Confederações, em 2013.

Quinta, 24 de Fevereiro de 2011 às 07:40, por: CdB
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Os projetos de São Paulo e Natal para a construção de arenas para a Copa do Mundo de 2014 são os mais atrasados entre as 12 cidades-sede e entraram na classificação de "preocupante", segundo o diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Élvio Gaspar. – São duas arenas que inspiram cuidado: Natal e São Paulo. Natal vai fazer a licitação e São Paulo ainda não tem os recursos necessários para ampliar a capacidade em 20 mil –, disse Gaspar nesta quarta-feira. O executivo considera que São Paulo já está com o prazo apertado para receber jogos da Copa das Confederações, em 2013. São Paulo deve receber a abertura do Mundial, segundo o comitê organizador local, porém, ainda não está claro como o Corinthians vai ampliar o projeto de seu estádio, com início de obras previsto para o mês que vem, para os 65.000 lugares que a Fifa exige para abrir o torneio. – Essa equação é que ainda não foi fechada e a prefeitura de São Paulo está tentando ajudar o Corinthians no projeto do seu estádio que seria usado na Copa –, afirmou o diretor do BNDES, responsável pelo programa de financiamentos para os estádios da Copa. Gaspar destacou que a licitação para a construção da arena de Natal só ocorrerá em março e lembrou que antes das obras saírem do papel será preciso ainda respeitar os prazos legais de recurso dos grupos derrotados na concorrência. – Um processo licitatório envolve idas e vindas. Tem prazo recursal e etc. Já um projeto privado, como o do Corinthians, uma vez que se pague e fique em pé, aí ele deslancha –, avaliou o executivo do BNDES. Recentemente, o Tribunal de Contas da União chamou atenção para falhas no detalhamento do projeto das obras do Maracanã, no Rio de Janeiro, na fase de licitação, o que restringe o repasse de recursos do BNDES ao grupo vencedor da concorrência. O programa BNDES Pró-Copa prevê um teto de R$ 400 milhões para cada projeto de arena para o Mundial. Até agora, o banco aprovou mas não liberou empréstimos para o Maracanã. – A rigor, se não houver um acerto com o TCU, o governo do Estado pode financiar com recursos dele e o BNDES não entraria... existe sim o risco de o BNDES não participar –, declarou Gaspar, ressaltando que o Tribunal de Contas do Estado aprovou a licitação questionada pelo TCU. O BNDES já concedeu parte dos recursos demandados para os estádios de Manaus e Cuiabá. Os empréstimos para arenas das cidades de Fortaleza, Salvador e Recife já foram aprovados, mas ainda não foram liberados por questões burocráticas. Apesar dos problemas no processo de licitação e construção das arenas, o diretor do BNDES ainda acredita que os estádios ficarão prontos em prazo hábil para a disputa do Mundial de 2014 e que eles serão muito úteis depois do torneio. – Temos um futebol pujante e não corremos o risco de acontecer o que aconteceu na África do Sul (sede da Copa de 2010). A maioria dos estádios já existe e os que estão sendo construídos tem mercado garantido –, disse ele. – A população da África do Sul é um quarto da nossa e a importância do futebol lá é muito menor. Ainda faltam três anos e meio e temos tempo –, finalizou.
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