Rio de Janeiro, 11 de Janeiro de 2026

Estação Jardim de Alah recebe exposição fotográfica

Depois do público que se emocionou com a exposição Nunca me Calarei, na Estação Carioca, agora é a vez dos frequentadores da Estação Jardim de Alah, no Leblon

Sexta, 28 de Abril de 2017 às 10:36, por: CdB

A produção das fotos durou uma semana. Utilizando-se de arteterapia e elementos como a música, o fotógrafo deixava as modelos entrarem em contato com seus sentimentos

Por Redação, com ACS - do Rio de Janeiro:

Depois do público que se emocionou com a exposição Nunca me Calarei, na Estação Carioca, agora é a vez dos frequentadores da Estação Jardim de Alah, no Leblon, visitarem os imensos painéis fotográficos e refletir sobre violências como o assédio e o abuso sexual, na maioria dos casos, contra mulheres. Idealizada pelo fotógrafo Márcio Freitas, a mostra reúne rostos de mulheres de idades e origens variadas, e de alguns homens também, que já sofreram ameaça ou violência.

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Vinte painéis de dois metros de altura alertam sobre a violência doméstica

– Além de alertar, o projeto reflete diretamente nas vítimas. Dezenas de mulheres que já sofreram algum tipo de violência, seja física, psicológica ou emocional, quiseram participar. Vemos a reação do que vivem internamente – contou Freitas.

A produção das fotos durou uma semana. Utilizando-se de arteterapia e elementos como a música, o fotógrafo deixava as modelos entrarem em contato com seus sentimentos. Para algumas, bastavam vinte minutos.

Outras, chegaram a ficar 5 horas no estúdio, deixando vir à tona sentimentos como dor, raiva, medo e tristeza – o que era registrado pela câmera, especialmente quando a pessoa, no auge dos sentimentos, pintava o próprio rosto com a marca das mãos, tingidas de batom, criando um efeito de quem calou uma dor que agora é apresentada.

Painéis

Estão expostos 20 painéis individuais de dois metros de altura e um com 48 outros retratos. Abuso sexual, assédio, violência física, ameaças psicológicas: tudo ficou registrado nos olhares.

– A foto é só uma parte. O projeto em si é a arteterapia e a experiência dessas pessoas. Muitas vivem o medo diariamente, seja da violência urbana ou um caso de abuso dentro da família – disse Marcio.

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