A instalação da CPI do Apagão Aéreo está no centro das discussões políticas nesta semana. Depois de a oposição do Senado anunciar que conseguiu o número necessário de assinaturas para a instalação da comissão, o governo mudou de estratégia e passou a admitir a criação da CPI na Câmara. O motivo da mudança de rumo está na maior articulação dos governistas entre os deputados. Para a instalação da CPI, a Câmara ainda depende de decisão do Supremo Tribunal Federal.
Nesta terça, a Comissão Mista de Orçamento do Congresso vota o projeto de lei que aumenta os recursos para o Plano Plurianual de Investimento (PPI) de R$ 4 para R$ 11 bilhões. Os recursos são ligados ao Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). Depois segue para o plenário.
Na Câmara, a Comissão de Educação, nesta quarta, pode votar os projetos que instituem o dia santificado em homenagem a Frei Galvão e propõem que o próximo 11 de maio seja feriado nacional. O frei vai ser canonizado pelo papa Bento XVI, em São Paulo, naquela data.
A Câmara dos Deputados, ao longo dessa semana, tem ainda cinco medidas provisórias do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) para votar, entre elas a MP-340, que corrige a tabela do Imposto de Renda de pessoas físicas em 4,5% anualmente até 2010 e a MP-352, que trata de incentivos às indústrias de equipamentos para TV digital, de componentes eletrônicos e de semicondutores, além da proteção à propriedade intelectual. O PAC é composto por nove MPs.
O Senado, nesta semana, tem cinco MPs trancando a pauta, a maioria sobre créditos extraordinários para ministérios. Há ainda dois projetos de lei da Câmara. A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado deve sabatinar o novo diretor do Banco Central, Mario Gomes Torós, anunciado nesta semana. Eli Loria, diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também será ouvido pela CAE.