Quando falamos em democracia, sentimos aquele orgulho verde-amarelo,típico de final de Copa do Mundo, ao compararmos nosso país a outros do continente americano.
Há um país, que também terá eleições este ano, onde tudo acontece de forma a afrontar a democracia. Começa que, naquele país a campanha presidencial teve início ainda em 2.007, bem antes do momento adequado. Aqui, onde o princípio da moralidade é levado em altíssima consideração, campanhas só podem ser feitas nos três meses anteriores ao pleito.
Se há indícios, mesmo que só sugeridos, de campanha eleitoral aqui, pune-se o infrator com multa, possível inelegibilidade e até cassação de registro por abuso dos meios de comunicação social. Lá, país cheio de confusão e desrespeito à democracia, a campanha eleitoral pode ser feita a qualquer tempo, ainda que a partir do ano anterior ao pleito.
Aqui, após fortíssima reivindicação da imprensa, falando, ao que dizia, em nome da população eleitora, restringiram-se formas de propaganda mais custosas, via out-door, ou com doação de brindes de pequeno valor, como uma lixa de urna e um marcador de livros. Lá compram-se caríssimos tempos de televisão, unidade federativa a unidade federativa, para que as mensagens eleitorais com expresso pedido de voto sejam divulgadas buscando angariar votos. È como se houvesse eleições prévias em S.Paulo, em Alagoas e no Maranhão com o gasto de milhões de reais para que o candidato vença a eleição em todos ou em alguns desses estados.
Lá só há um relativo controle da arrecadação de valores de campanha. Nesses últimos 30 dias, um dos candidatos, mulher por sinal, despejou na sua própria campanha cerca de 10 milhões de reais, algo que, no nosso adiantado país, implicaria em cassação do candidato por abuso de poder econômico.
Lá qualquer um pode ser candidato, mesmo à Presidência da República. Aqui, em nossas Cortes Superiores pretende-se seja examinada a vida pregressa de uns poucos candidatos para permitir-lhes o direito de serem votados. Lá, mais de 100 candidatos de apresentam em cada pleito presidencial. Aqui, só uns poucos, e ainda assim, desde que preencham condições de elegibilidade e não incorram em situações de inelegibilidade, algo impensável naquele atrasado país.
Aqui criam-se cláusulas de barreira para diminuir o número de partidos e candidatos. Lá, no máximo dois ou três partidos de âmbito nacional apresentam candidatos que, realmente, disputam a vitória naquele pleito eleitoral. Os demais possíveis 97 candidatos à presidência, lá, marcam posição em favor do consumidor, na defesa da ecologia, ou com propostas religiosas ou laicas, mas, absolutamente diferenciadas das propostas tradicionais.
Atentando contra a moralidade das situações políticas e administrativas, lá não há fidelidade partidária, nem na hora de votar em projetos dos adversários, nem na hora de mudar de partido por insatisfação para com o partido atual. A mudança lá não é punida, como é aqui, mostrando que aquele país vive uma democracia incipiente.
Lá, a imprensa. o rádio e a televisão não sofrem restrições ao manifestar opiniões em favor desde ou daquele candidato. Aqui, num ambiente do maior respeito, órgãos de imprensa podem receber centenas de milhões de reais do governo através de financiamentos, e, ainda assim, não podem manifestar preferência por este ou aquele candidato, pena de séria punição, direitos de resposta ou quejandos.
Aqui, proíbe-se propaganda em bens públicos e nem se aceite finquem-se cavaletes em ruas ou jardins. Lá, candidatos fincam cavaletes em esquinas estratégicas em jardins que bem embelezam a paisagem, enfeiando-os.
Lá, caminha-se para fazer uma propaganda mais virtual, que não suja as ruas e os ambientes, através da internet. Aqui proibi-se propaganda na internet partindo-se do princípio de que, o que não é expressamente permitido, é proibido.
Lá, fazem-se prévias estado a estado, como já dito. Com a caracter