Rio de Janeiro, 15 de Setembro de 2026

Esquerda europeia reúne-se durante congresso em Madri

Sábado, 14 de Dezembro de 2013 às 06:35, por: CdB
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Cayo Lara, líder da esquerda espanhola, abriu o congresso em Madri
Mudar a Europa – Para uma Europa do Trabalho é o lema do Congresso do Partido da Esquerda Europeia, realizado em Madri, neste fim de semana. O IV Congresso do Partido da Esquerda Europeia (EE, EL na sigla em inglês) começou nesta sexta-feira, com o discurso de abertura da Cayo Lara, líder da Izquierda Unida de Espanha, e a intervenção do vice-presidente da Bolívia, Alvaro Garcia Linera. Na sessão de sexta-feira, também discursaram o presidente do PEE, o francês Pierre Laurent, e o presidente da Confederação Europeia de Sindicatos, o espanhol Ignácio Fernández Toxo. Marisa Matias, eurodeputada do Bloco e vice-presidente do PEE, apresentou o documento político em debate no Congresso. O PEE reúne 33 partidos europeus, de dentro e de fora da União Europeia. Vinte e seis partidos são membros do PEE, entre os quais o Bloco de Esquerda, e sete partidos têm o estatuto de observador. O Partido da Esquerda Europeia foi fundado em 2004, em Roma, onde aconteceu o primeiro Congresso. "Estamos num ponto de virada da História”, salientam os documentos para o Congresso depois de sublinharem que o Estado social e os direitos dos trabalhadores têm sido desmantelados por toda a Europa. Do mesmo modo que a xenofobia e o racismo crescem, elevando riscos de guerra, tal como a pobreza e a miséria se tornam avassaladoras. “A crise ameaça destruir as conquistas sociais e culturais e prepara mais uma vez o terreno para as desavenças entre os povos”, denuncia o PEE. Mas “os povos resistem de Atenas a Lisboa”, acrescenta, o que representa um “motivo de esperança”. A Esquerda Europeia luta por uma “refundação da União Europeia, por uma nova definição dos seus objetivos, políticas e estruturas segundo um modelo econômico, produtivo, social e ecológico baseado na solidariedade, justiça social, democracia, soberania popular, agindo ao serviço dos povos”. A Esquerda Europeia declara-se internacionalista e solidária com o objetivo de “alcançar uma sociedade pacífica, a emancipação humana, a libertação do homem e da mulher de qualquer forma de opressão, exploração e exclusão”.
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