Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Esquerda do PT critica governo Lula

A véspera do encontro nacional que comemora 25 anos do PT, a esquerda do partido faz algumas críticas , principalmente nas áreas política e econômica. Em manisfesto lançado nesta sexta-feira, em Recife, através da "Carta aos petistas e às petistas", a esquerda pede mudanças também no governo do presidente Luiz Inácio da Silva. (Leia Mais)

Sexta, 18 de Março de 2005 às 07:00, por: CdB

A véspera do encontro nacional que comemora 25 anos do PT, a esquerda do partido faz algumas críticas , principalmente nas áreas política e econômica. Em manisfesto lançado nesta sexta-feira, em Recife, através da "Carta aos petistas e às petistas", a esquerda pede mudanças também no governo do presidente Luiz Inácio da Silva.

O documento, segundo Valter Pomar, terceiro vice-presidente do PT e um dos signatários, deve ser a plataforma da campanha da esquerda petista na disputa no fim do ano pela presidência nacional do partido contra o atual presidente, José Genoino.

"Defendemos um partido inserido nas lutas de classes, vinculado aos anseios da classe trabalhadora e não um partido estatal, instrumento passivo do poder dominante, acoitado em máquinas administrativas, com sua lógica continuísta", cita o documento da esquerda petista, que detém mais de 30% dos cargos da direção nacional do PT. "A principal 'herança maldita' recebida de oito anos de governo do PSDB é o poder desmedido e a política implementada pelo Ministério da Fazenda e Banco Central", acrescenta.

Apesar de o documento criticar a direção do PT e o governo Lula, a esquerda petista não pensa em deixar o partido.

- Achamos que nada no Brasil é mais avançado do que o PT e o governo Lula, o que precisamos é reconstruir o governo e o partido - disse Pomar.

Ele diz ter divergências com outras tendências da esquerda, como a Democracia Socialista, que também assina o documento a ser lançado hoje no Recife. Mas acredita que as correntes de esquerda podem lançar uma chapa única para enfrentar Genoino. Ele não se mostrou preocupado com a ofensiva da esquerda: 

- Faz parte do debate democrático. Temos divergências com eles, mas isso não representa racha algum no partido - disse.

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