A Força Nacional será um dos maiores reforços na segurança do Jogos Pan-Americanos. Mas para se cumprir a promessa do governo federal de envio de 6 mil homens ao Rio, cerca de mil novos integrantes ainda terão que ser treinados.
A necessidade dessa força policial aumenta a cada dia. O emprego era planejado para as vias expressas e lugares turísticos, mas pode incluir também a segurança da Vila Pan-Americana. Apesar de estar prevista vigilância privada na área, o uso dos policiais é pensado como alternativa mais econômica. Durante vistoria do Comitê Olímpico dos Estados Unidos ao local sábado, a força fez o primeiro reconhecimento da região.
A menos de quatro meses dos Jogos Pan-Americanos, grande parte dos investimentos na segurança do evento ainda não foi providenciada. Pela falta de tempo, parte do projeto orçado em R$ 385 milhões deve ser simplificada. O patrulhamento a cavalo, por exemplo, vai ficar sem o reforço de outros Estados.
Os cavalos do Regimento de Polícia Montada (RPMont), que já são empregados no Maracanã em dia de jogo e em áreas de lazer, ganhariam a companhia de 300 de outros Estados. A vinda, entretanto, foi descartada.
A polícia do Rio ainda espera da Secretaria Nacional de Segurança Pública a compra de armas, inclusive não-letais, e viaturas. Recentemente foram compradas 200 motos Harley-Davidson, no total de R$ 5,2 milhões, que farão escolta de delegações e autoridades.