A declaração da Coreia do Norte foi publicada em editorial da agência norte-coreana de notícias, a KCNA. “Intervir em comunicações secretas como mensagens privadas para espiar é um dos piores abusos dos direitos humanos. O objetivo da espionagem em grande escala a outros países por parte dos Estados Unidos é, obviamente, observar e vigiar todos os movimentos de outros países, recolher segredos de diferentes áreas como política, defesa e economia para conseguir dominar o mundo”, segundo o editorial.
A Coreia do Norte é um dos alvos permanentes dos Estados Unidos, ao lado da Venezuela, da China, do Irã, do Iraque e da Rússia, de acordo com publicação do jormal norte-americano The New York Times. O país é suspeito de manter um programa nuclear para fins militares e chegou a ameaçar diversos países, inclusive os EUA.
Guerra econômica
Para o ministro para Relações Interiores, Justiça e Paz da Venezuela, Miguel Rodríguez Torres, a espionagem dos Estados Unidos contra o país foram atos “prévios” para “desatar a guerra econômica” na Venezuela. No último domingo o jornal americano The New York Times noticiou que a Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos espionou a Venezuela, assim como a Colômbia e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
As acusações sobre a finalidade de da espionagem dos Estados Unidos contra a Venezuela foram feitas pelo ministro venezuelano no encerramento de uma reunião de membros das delegações do Mercado Comum do Sul, o Mercosul. Para ele, o país é um alvo dos EUA por ser um país rico, com a maior reserva petrolífera do planeta. O país, que também é um dos menos desiguais do mundo, enfrenta problemas de abastecimento e alta inflação.
– Para fazer guerra, em termos militares necessitamos de muita inteligência, muita informação e ninguém faz espionagem sobre o sistema financeiro, fiscal e monetário de um país, só por diversão – disse Rodríguez.
O ministro lembrou também que Edward Snowden, técnico de uma empresa de informática que prestava serviço para a NSA, havia revelado que, em 2007, a Venezuela fazia parte de uma lista de seis objetivos prioritários de espionagem para os Estados Unidos.
Rodríguez é o segundo ministro venezuelano a comentar as denúncias sobre a espionagem dos Estados Unidos. O ministro de Relações Exteriores, Elías Jaúa, falou sobre o assunto ao defender que as conversas para restabelecer as relações diplomáticas entre a Venezuela e os EUA sejam "congeladas", em resposta às novas descobertas de ações de espionagem
Sem perdão
Diante do maior embroglio diplomático dos últimos tempos, o secretário de Justiça dos Estados Unidos, Eric Holder, voltou a ser impiedoso com o ex-analista Edward Snowden, que prestava serviços à Agência Nacional de Segurança (NSA). Para Holder, Snowden não merece "clemência" porque os mecanismos usados para expor preocupações de espionagem não são dignos dela.
– Creio que ele violou claramente a lei e provocou danos à nação que diz amar – acrescentou Holder em entrevista à CNN.
Na mesma linha, em entrevista ao diário USA Today, o secretário insistiu que "não existe base" para considerar que Snowden merece ser perdoado. Edward Snowden reuniu-se recentemente com o parlamentar alemão Hans Christian Ströbele, em Moscou, e entregou-lhe uma carta em que pedia clemência do governo dos Estados Unidos, argumentando que iniciou um debate útil sobre se os espiões estavam ultrapassando as suas competências devido ao poder da tecnologia.
Eric Holder admitiu, contudo, que as revelações de Edward Snowden permitiram lançar nos Estados Unidos uma "conversa saudável" sobre as operações e métodos de coleta de informações.
– A discussão em que estamos imersos, creio que vale a pena para determinar como atuar para proteger a privacidade e manter seguros os cidadãos norte-americanos – lembrou, ao considerar que o governo norte-americano deve questionar se o seu sistema de espionagem massivo "tinha ido demasiado longe".
Ele não quis comentar, no entanto, a denúncia de que um telefone móvel da chanceler alemã Angela Merkel estava incluído em uma lista de números a serem espionados.