Rio de Janeiro, 18 de Setembro de 2026

Espionagem do Brasil não se compara à da NSA, segundo especialista

Ele já disse que, no campo da espionagem internacional, enquanto a maioria dos países opera com serviços de inteligência equivalentes a "lançadores de morteiros", os EUA detêm "uma arma nuclear.

Quarta, 06 de Novembro de 2013 às 08:08, por: CdB
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Bamford diz que "todos os países do mundo mantêm um olho em diplomatas estrangeiros"
Ele já disse que, no campo da espionagem internacional, enquanto a maioria dos países opera com serviços de inteligência equivalentes a "lançadores de morteiros", os EUA detêm "uma arma nuclear. O jornalista James Bamford, especialista em assuntos de espionagem e pesquisador sobre a Agência Nacional de Segurança (NSA) há mais de 30 anos, oferece uma variação sobre o mesmo tema, ao afirmar que "não há comparação" entre o tipo de espionagem conduzida pelos serviços secretos norte-americanos e a que realizou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) contra os EUA. A NSA foi acusada de espionar e-mails e telefonemas de líderes mundiais e milhões de pessoas nos Estados Unidos e em outros países. Já a Abin, segundo revelações recentes publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo, teria monitorado diplomatas da Rússia, do Irã e do Iraque entre 2003 e 2004. Além disso, o órgão também teria monitorado um conjunto de salas alugadas pela embaixada dos Estados Unidos em Brasília por suspeitar que elas eram usadas como estações de espionagem. - Cubro espionagem há muito tempo - disse Bamford. "Todos os países do mundo mantêm um olho em diplomatas estrangeiros. Há uma grande diferença entre isso e deslanchar uma poderosa e intrusiva agência inteligência contra gente que não tem nada a ver com o governo", ele disse. Bamford assina quatro livros que são referência sobre espionagem: um deles, The Shadow Factory – The Ultra Secret NSA from 9/11 to the Eavesdropping on America ( A Fábrica de Sombras: A Ultra-Secreta NSA do 11 de Setembro às Escutas dos Americanos, em tradução livre), foi recomendado pela presidente Dilma Rousseff através de sua conta de Twitter. Ele descreve uma "mudança de atitude" da opinião pública norte-americana em relação à espionagem inédita em quase quatro décadas, critica o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, por "expandir a guerra contra o terror" de seu antecessor George W. Bush e diz que, sem uma "investigação completa", as discussões no Congresso norte-americano para controlar a espionagem da NSA "não são suficientes".  
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