Rio de Janeiro, 19 de Janeiro de 2026

Especialistas discutem uso de células-tronco no STF

Especialistas estiveram discutindo nesta sexta-feira, em audiência pública, no Supremo Tribunal Federal a Lei de Biosegurança. O evento, que ocorre pela primeira vez na Suprema Corte, visa a reunir informações científicas para julgar a Ação Direta de Inconstitucionalidade, proposta pela Procuradoria-Geral da República contra a utilização de células-tronco de embriões humanos em pesquisas e terapias. (Leia mais)

Sexta, 20 de Abril de 2007 às 07:52, por: CdB

Especialistas estiveram discutindo nesta sexta-feira, em audiência pública, no Supremo Tribunal Federal (STF) a Lei de Biossegurança. O evento, que ocorre pela primeira vez na Suprema Corte, visa a reunir informações científicas para julgar a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3510, proposta pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a utilização de células-tronco de embriões humanos em pesquisas e terapias.

A PGR quer a declaração de inconstitucionalidade dos dispositivos por entender que não há permissão legal para a utilização dessas células. A audiência pública foi aberta pela presidente do STF, ministra Ellen Gracie, e pelo relator da ADI contra a Lei de Biossegurança, ministro Carlos Ayres Britto.

A capacidade de as células-tronco se diferenciarem em outros tecidos do corpo tem chamado a atenção de cientistas como uma nova alternativa no tratamento de doenças, a exemplo das enfermidades degenerativas e cardíacas.

Atualmente, há 45 projetos financiados pelo Ministério da Saúde em andamento no País. De acordo com o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães, eles receberam ao todo cerca de R$ 10,5 milhões.

O secretário diz que os projetos foram selecionados em uma chamada pública realizada em 2005. - Foram apresentados 106, mas 45 foram escolhidos. Destes, apenas cinco têm o uso de células-tronco embrionárias  - diz Guimarães. - Naturalmente, células adultas são mais utilizadas, mas a tendência é de que as células retiradas de embriões, a partir do marco da Lei de Biossegurança, também sejam mais usadas - avaliou.

Ele explica que os projetos ainda não apresentaram resultados definitivos, mas recebem acompanhamento de dois anos após o início da pesquisa. O ministério não prevê nenhuma chamada pública para este ano.

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