Especialistas de 19 países do continente americano estão no meio da Amazônia apresentando estudos para minimizar os efeitos das mudanças climáticas no mundo. São pesquisadores, representantes de institutos de pesquisa e órgãos governamentais. Uma das idéias vem do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia, o Inpa.
Torres foram erguidas no meio da imensidão verde da Amazônia para abrigar pequenos laboratórios ao ar livre, equipados com instrumentos modernos de captação de dados e medição das variações climáticas. Vinte estações desse tipo estão espalhadas pela floresta. O projeto, que é coordenado pelo Inpa, está reunindo informações para prever mudanças bruscas na atmosfera. - Com isso nós teremos melhores condições de projetar o futuro, especialmente nesse quadro de mudanças climáticas globais - afirma o gerente do instituto, Antôni Manzi.
A pesquisa nas alturas foi apresentada na conferência que reuniu pesquisadores de vários países em um hotel. Eles trocam informações para a redução dos impactos causados pelas mudanças globais.
Para os representantes brasileiros, é preciso formar mestres e doutores que possam fazer estudos aprofundados sobre as mudanças. As pesquisas dependem da cooperação técnica de outros países e investimentos federais para que os resultados sejam aplicáveis. - Se nós estamos falando de inclusão social, de produção de informações robustas, precisamos de gente qualificada para produzir essas informações - comenta o diretor do Inpa, Adalberto Val.
Especialistas discutem mudanças climáticas na Amazônia
Sexta, 15 de Junho de 2007 às 09:25, por: CdB