Rio de Janeiro, 30 de Outubro de 2026

Especialista africana fala de Aids e testes com vacinas

Responsável técnica pelo IV Forum de Vacinas contra Aids, na Nigéria

Domingo, 25 de Novembro de 2007 às 11:43, por: CdB

Ainda antes de viajar para Abuja, na Nigéria, a responsável técnica pelo Forum do Programa africano de vacinas contra a Aids, dra. Coumba Touré, concedeu uma entrevista, na qual tratou das pesquisas de vacinas contra a Aids, do tempo ainda necessário para se chegar à primeira vacina contra esse virus, bem como das questões éticas envolvendo mulheres e adolescentes,

Falou também sobre a necessidade de cientistas e jornalistas se reunirem para encontrarem a melhor maneira de informar a população sobre a doença e evitar as superstições que circulam principalmente na África..

Ela começa respondendo sobre os testes que avançam na Tailândia e, a seguir, sobre os problemas surgidos na África do Sul com a suspensão de testes clínicos.

Quais são as perspectivas do Forum de Abuja no que concerne as pesquisas sobre vacinas contra Aids?

Do ponto de vita  científico, posso dizer que estamos sempre aprendendo algumas coisas para prosseguir as pesquisas que irão chegar a uma vacina eficaz. Algumas pesquisas de vacina chegaram os chamados testes de eficácia, testes bastante exigentes, a fase quase determinante para se saber se a vacina é ou não eficaz. Esperamos o resultado desses testes, no próximo ano, na Tailândia, onde as pesquisas começaram há dois anos,. Nesse meio tempo, houve dois testes de eficácia intermediários na África do Sul , que não mostraram bons resultados e foi necessário se suspender os testes. A vacina não protegia  contra a infeção e era inútil, portanto, prosseguir.

Então, falemos primeio das coisas boas, se as conclusões na Tailândia confirmam que a vacina vai na boa direção, quando se poderia ter a primeira vacina contra a Aids ?

Caso se confirmar sua eficácia, sera a primeira vez que teremos um resultados prometedor. Espero que até o fim do próximo ano possamos ter resultados positivos que poderão nos permitir desenvolver uma estratégia para colocar, rapidamente, essa vacina à disposição da população, principalmente nos países em desenvolvimento onde a epidemia tem um índice muito elevado.

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