Um homem de nacionalidade nigeriana, que havia retornado recentemente de seu país, apresenta sintomas de ter contraído o vírus ebola e está sob quarentena em Alicante, no sul da Espanha, no primeiro caso de suspeita de ebola no país desde a morte do missionário espanhol que havia retornado a Madri, no dia 7 de agosto.
Os médicos constataram que ele apresentava sintomas similares aos do ebola e o conduziram a uma parte isolada para a realização de testes
Um homem de nacionalidade nigeriana, que havia retornado recentemente de seu país, apresenta sintomas de ter contraído o vírus ebola e está sob quarentena em Alicante, no sul da Espanha, no primeiro caso de suspeita de ebola no país desde a morte do missionário espanhol que havia retornado a Madri, no dia 7 de agosto.
Autoridades de Alicante afirmaram que o homem chegou ao hospital com febre. Os médicos constataram que ele apresentava sintomas similares aos do ebola e o conduziram a uma parte isolada para a realização de testes. As autoridades sanitárias afirmam que o paciente apresenta quadro clínico e epidemiológico que pode corresponder à doença. Os resultados das análises deverão ser conhecidos apenas na próxima semana.
Através de comunicado, o Departamento de Saúde da região de Valência afirmou ter ativado de maneira preventiva o protocolo previsto em caso de suspeita do vírus ebola. "O paciente está internado no hospital de San Juan, em estado clínico estável, numa zona isolada", afirma o comunicado.
Fontes do hospital disseram à agência de notícias DPA que o homem apresentava dois dos critérios que levam à suspeita de ebola. O critério clínico indica que o paciente deve apresentar febre acima de 38,3 graus, hemorragias ou vômito, enquanto o critério epidemiológico requer que a vítima tenha estado numa zona de risco ou tido contato com pessoas infectadas pelo vírus nos últimos 21 dias, que correspondem ao período de incubação.
O paciente explicou que havia retornado recentemente de uma viagem a seu país de origem, onde até o momento já foram confirmados ao menos uma dezena de casos e uma morte. Desde o início da epidemia do vírus que, já causou mais de 1.100 mortes, suspeitos de contaminação foram detectados na Nigéria, em Serra Leoa, na Libéria e na Guiné.
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