Rio de Janeiro, 21 de Agosto de 2026

Espanha: presidente do Conselho da Telefónica renuncia

O presidente do Conselho de Administração da espanhola Telefónica, Cesar Alierta, renunciará após 16 anos e será substituído pelo seu vice, José María Álvarez-Pallete

Terça, 29 de Março de 2016 às 09:45, por: CdB

   

O conselho da Telefónica irá discutir sua indicação como novo presidente em sua próxima reunião no dia 8 de abril

  Por Redação, com Reuters - de Madri/Rio de Janeiro:  

O presidente do Conselho de Administração da espanhola Telefónica, Cesar Alierta, renunciará após 16 anos e será substituído pelo seu vice, José María Álvarez-Pallete, disse a companhia nesta terça-feira, buscando abrir uma nova era de crescimento digital.

Alierta, que assumiu o cargo em 2000 com o estouro da bolha do setor de tecnologia, recebeu o crédito de transformar o antigo monopólio em uma gigante de telecomunicações com presença global.

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O presidente do Conselho de Administração da espanhola Telefónica, Cesar Alierta, renunciará após 16 anos

Durante seu mandato, a Telefónica foi a primeira empresa espanhola a chegar à marca de 100 bilhões de euros em valor de mercado, em 2007, embora esse nível tenha caído para 48 bilhões de euros conforme a companhia passou os últimos anos vendendo ativos e reduzindo seu alto endividamento.

Álvarez-Pallete, que se juntou à empresa em 1999, foi apontado como vice de Alierta em 2012, e compõe o conselho da Telefónica desde 2006.

Ele é o principal homem por trás da estratégia da empresa de se transformar em um dos principais competidores digitais através de investimentos em redes de Internet de altíssima velocidade e conteúdo premium de televisão, o que tem ajudado o grupo a voltar a crescer.

O conselho da Telefónica irá discutir sua indicação como novo presidente em sua próxima reunião no dia 8 de abril.

Alierta, que tem 70 anos, continuará com um assento no conselho.

Estrutura de capital da Oi

O presidente do grupo de telecomunicações Oi, Bayard Gontijo, disse na segunda-feira que a companhia está segura que terá sucesso em reestruturar sua dívida neste ano.

– Acreditamos no futuro da companhia. A gente tem certeza que este ano vai endereçar a estrutura de capital – afirmou o executivo em entrevista a jornalistas.

A Oi teve prejuízo de R$ 5,35 bilhões em 2015, encerrando o ano com dívida líquida de R$ 38 bilhões. No início do mês, o grupo anunciou a contratação da PJT Partners como assessor financeiro para auxiliá-la na avaliação de alternativas financeiras e estratégicas para otimizar liquidez e perfil de endividamento.

Gontijo fez o comentário durante lançamentos no Rio de Janeiro de nova marca da companhia e de nova oferta nacional de pacote de serviços reunindo TV, dados e voz.

A companhia estima ter 1 milhão de clientes até o final do ano para a nova oferta que integra serviço móvel, de banda larga, TV por assinatura e telefone fixo, chamada de Oi Total.

Segundo o diretor de varejo do grupo, Bernardo Winik, de 65%  a 70 % do número virá na forma de novos clientes, e uma fatia menor de migração de usuários de outros pacotes. A companhia lançou um projeto piloto desde meados do ano passado para o qual já tem 130 mil clientes.

– Estamos agregando valor ao produto em vez de brigar por preço. Nós não vamos entrar na guerra de preços – disse o executivo. O novo pacote tem preços de R$ 169,90 a R$ 449,90 mensais e será comercializado em todo o país, menos em São Paulo, Estado fora da concessão de telefonia fixa da operadora.

Na segunda-feira às 14:27, as ações da Oi exibiam valorização de 1,8 %, a R$ 1,14, enquanto o Ibovespa mostrava ganho de 2,4 %.

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