Espanha e Marrocos prendem suspeitos de colaborar com EI
Uma operação conjunta entre Espanha e Marrocos levou à prisão, nesta terça-feira, pelo menos 14 suspeitos de fazerem parte de uma célula que recrutava jihadistas para bases da organização terrorista "Estado Islâmico", que controla partes do Iraque e da Síria.
Por Redação, com DW - de Madri/Beirute:
Uma operação conjunta entre Espanha e Marrocos levou à prisão, nesta terça-feira, pelo menos 14 suspeitos de fazerem parte de uma célula que recrutava jihadistas para bases da organização terrorista "Estado Islâmico", que controla partes do Iraque e da Síria.
Os dois países colaboraram para desmantelar uma rede de 14 pessoas suspeitas de recrutar combatentes para o "Estado Islâmico"
Em nota, o ministro do Interior do Marrocos, Mohamed Hassad, informou que 13 pessoas foram presas em cinco cidades do país, incluindo Fez e Casablanca. A declaração oficial afirmou que a sede da rede terrorista ficava nos subúrbios de Madri e classificou como "excelente" a cooperação com as autoridades espanholas.
O ministro espanhol do Interior, Jorge Fernandez Díaz, disse, também por meio de nota, que um suspeito foi preso na cidade de San Martín de la Vega, a sudeste da capital. Díaz também confirmou que a operação continua em andamento.
Em julho, o ministro do Interior espanhol divilgou que 126 cidadãos espanhóis ou residentes no país se juntaram ao "Estado Islâmico". Deles, 25 morreram em combate.
Do lado marroquino, a polícia acredita que 1.350 cidadãos se voluntariaram para combater nas fileiras EI, dos quais 286 foram mortos.
A Espanha tem endurecido as medidas de segurança para prevenir que jovens muçulmanos se juntem a organizações radicais. Em 2015, a polícia espanhola fez 20 operações contra terroristas e prendeu mais de 50 suspeitos de jihadismo. As medidas vieram após os ataques em Paris, em janeiro, quando islamistas mataram 17 pessoas.
Em uma ofensiva lançada em julho de 2014, o EI capturou extensas faixas do território iraquiano. Uma estratégia parecida também foi utilizada na vizinha Síria, onde a organização terrorista invadiu partes do país, que enfrenta uma guerra civil. O "Estado Islâmico" é acusado de praticar, nas regiões sob seu controle, crimes contra a humanidade que incluem sequestros, estupros, decaptações e limpeza étnica.
Templo sírio
Militantes do Estado Islâmico publicaram nesta terça-feira fotos para mostrar a destruição de um templo da era romana na cidade de Palmira, no centro da Síria, um ato que a agência para cultura das Nações Unidas, a Unesco, qualificou como crime de guerra.
Foram distribuídas em mídias sociais cinco fotos que mostram explosivos sendo levados para o interior da edificação, colocados em torno das paredes do templo, uma grande explosão e, em seguida, escombros.
Os militantes explodiram o templo de Baal Shamin no domingo, de acordo com o chefe de antiguidades sírio, mas não haviam publicado imagens.
A equipe de reportagem da agência inglesa de notícias Reuters não pôde verificar de modo independente a veracidade das fotos.
O templo foi construído há quase 2 mil anos. A Unesco o descreveu como um símbolo da diversidade cultural histórica da Síria e disse que o Estado Islâmico está tentando apagar esse passado.
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