Rio de Janeiro, 01 de Setembro de 2026

Espanha e Marrocos prendem suspeitos de colaborar com EI

Uma operação conjunta entre Espanha e Marrocos levou à prisão, nesta terça-feira, pelo menos 14 suspeitos de fazerem parte de uma célula que recrutava jihadistas para bases da organização terrorista "Estado Islâmico", que controla partes do Iraque e da Síria.

Terça, 25 de Agosto de 2015 às 08:41, por: CdB
Por Redação, com DW - de Madri/Beirute: Uma operação conjunta entre Espanha e Marrocos levou à prisão, nesta terça-feira, pelo menos 14 suspeitos de fazerem parte de uma célula que recrutava jihadistas para bases da organização terrorista "Estado Islâmico", que controla partes do Iraque e da Síria.
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Os dois países colaboraram para desmantelar uma rede de 14 pessoas suspeitas de recrutar combatentes para o "Estado Islâmico"
Em nota, o ministro do Interior do Marrocos, Mohamed Hassad, informou que 13 pessoas foram presas em cinco cidades do país, incluindo Fez e Casablanca. A declaração oficial afirmou que a sede da rede terrorista ficava nos subúrbios de Madri e classificou como "excelente" a cooperação com as autoridades espanholas. O ministro espanhol do Interior, Jorge Fernandez Díaz, disse, também por meio de nota, que um suspeito foi preso na cidade de San Martín de la Vega, a sudeste da capital. Díaz também confirmou que a operação continua em andamento. Em julho, o ministro do Interior espanhol divilgou que 126 cidadãos espanhóis ou residentes no país se juntaram ao "Estado Islâmico". Deles, 25 morreram em combate. Do lado marroquino, a polícia acredita que 1.350 cidadãos se voluntariaram para combater nas fileiras EI, dos quais 286 foram mortos. A Espanha tem endurecido as medidas de segurança para prevenir que jovens muçulmanos se juntem a organizações radicais. Em 2015, a polícia espanhola fez 20 operações contra terroristas e prendeu mais de 50 suspeitos de jihadismo. As medidas vieram após os ataques em Paris, em janeiro, quando islamistas mataram 17 pessoas. Em uma ofensiva lançada em julho de 2014, o EI capturou extensas faixas do território iraquiano. Uma estratégia parecida também foi utilizada na vizinha Síria, onde a organização terrorista invadiu partes do país, que enfrenta uma guerra civil. O "Estado Islâmico" é acusado de praticar, nas regiões sob seu controle, crimes contra a humanidade que incluem sequestros, estupros, decaptações e limpeza étnica. Templo sírio Militantes do Estado Islâmico publicaram nesta terça-feira fotos para mostrar a destruição de um templo da era romana na cidade de Palmira, no centro da Síria, um ato que a agência para cultura das Nações Unidas, a Unesco, qualificou como crime de guerra. Foram distribuídas em mídias sociais cinco fotos que mostram explosivos sendo levados para o interior da edificação, colocados em torno das paredes do templo, uma grande explosão e, em seguida, escombros. Os militantes explodiram o templo de Baal Shamin no domingo, de acordo com o chefe de antiguidades sírio, mas não haviam publicado imagens. A equipe de reportagem da agência inglesa de notícias Reuters não pôde verificar de modo independente a veracidade das fotos. O templo foi construído há quase 2 mil anos. A Unesco o descreveu como um símbolo da diversidade cultural histórica da Síria e disse que o Estado Islâmico está tentando apagar esse passado.  
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